De 19 de março a 17 de abril - 9h às 19h

A exposição apresenta um panorama geral dos 17 sítios brasileiros inscritos pela UNESCO na Lista do Patrimônio Mundial, abordando e explicitando as razões da inclusão desses monumentos, sejam eles construídos ou naturais, dentro da listagem das maiores riquezas do planeta a serem preservadas pela humanidade.  

Apresentação

A idéia de preservação é nova. Até pouco tempo atrás, a humanidade viveu conformada com a inexorabilidade da destruição, com a transitoriedade natural das coisas. Mas, a partir de certa altura, tratou-se de evitar o evitável. Foi a consciência de perda desnecessária que mobilizou a comunidade internacional no século XX. 

O evento que desencadeou definitivamente o movimento em defesa dos bens culturais e naturais foi a decisão egípcia de construir a barragem de Assuan no vale em que se encontravam os templos de Simbel e Filae, que foram então desmontados e reerguidos noutro lugar. No Brasil, o despertar desta consciência foi brutal. Em 1933, demoliu-se a velha Catedral primacial de Salvador para dar passagem a um retorno de linha de bondes. A gratuidade deste crime estarreceu a intelectualidade e colocou a defesa do Patrimônio pelo Estado na Constituição de 1934. Gustavo Capanema, ministro da Educação, criou ali o Serviço ( depois Direção e atualmente Instituto) do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, e encarregou Mário de Andrade da elaboração do plano de ação na nova instituição. A direção do Serviço foi entregue a Rodrigo Melo Franco de Andrade que acionou, entre outros, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Lúcio Costa na produção de relatórios sobre os bens culturais em todo o território nacional.

Em 1972, a Unesco, Organização das Nações Unidas pra a Educação, a Ciência e Cultura, sacramentou a proteção da memória e do ambiente com a Convenção do Patrimônio Mundial, cultural e natural. São três os critérios para listar sítios naturais como bens da humanidade, e seis para os bens culturais. A excepcionalidade é o critério básico para o tombamento dos monumentos e sítios. As exigências são rigorosas. A Unesco só inscreve no Patrimônio mundial bens que já estiverem protegidos localmente, a iniciativa da defesa dos bens tem que partir do país-membro da ONU e signatário da convenção. Todos os dezessete bens do Patrimônio Mundial em território brasileiro já estavam sob a proteção do IPHAN, da antiga Fundação Nacional Pró- Memória e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA, quando de seu ingresso na lista da Unesco.

Encontrar o equilíbrio entre a necessidade de progresso e desenvolvimento e a preservação do Patrimônio é o grande quebra-cabeça da Civilização. Se os avanços são responsáveis pelo crescente bem-estar da humanidade, eles não podem eliminar o passado nem ultrapassar a capacidade de auto-regeneração da natureza. O que os organismos nacionais e internacionais de defesa do Patrimônio têm tentado fazer entender é que não se pode piorar o mundo recebido até o momento de entregá-lo ao futuro e que, se possível, é preciso melhorá-lo. 

A exposição "Uma Viagem ao Patrimônio Mundial Brasileiro" dá ao visitante a oportunidade de "ser ubíquo". É como calçar as botas de sete léguas e passear pelos dezessete sítios, lendo o capítulo brasileiro na história do patrimônio mundial.
 

Panorama da exposição: por ordem geográfica de norte a sul do Brasil

1. Parque Nacional do Jaú/AM
2. Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato/PI
3. Centro Histórico de São Luis do Maranhão/MA
4. Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas - PE
5. O centro histórico de Olinda/PE
6. O centro histórico de Salvador/BA
7. Costa do Descobrimento - Reservas da Mata Atlântica BA/ES
8. A cidade histórica de Ouro Preto/MG
9. Centro Histórico da Cidade de Diamantina/MG
10. O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo/MG
11. Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal - MS/MT
12. Centro Histórico da Cidade de Goiás - GO
13. Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas - GO
14. Brasília e seu Plano Piloto/DF
15. Mata Atlântica - Reservas do Sudeste SP/PR
16. O Parque Nacional de Iguaçu, em Foz do Iguaçu/PR
17. As ruínas jesuíticas-guarani, de São Miguel das Missões/RS
  
 
Casario em Salvador
1-6
  Árvore no Pantanal
7-12
  Ruínas das missões no Rio Grande do Sul
13-17

Ficha Técnica 

Créditos da Exposição

Concepção / Coordenação geral / Design da exposição
Virgínia Cavedagne Fienga

Produção
Daniela Chindler

Pesquisa / Textos
Cássio Loredano

Assistente de Museografia
Luiza Esteves

Acervo
Galeria Pé de Boi

Pesquisa de imagens
Luiza Esteves
Daniela Chindler
Flávia Rocha

Programação Visual
Hannah e Marcos Corrêa / Ato Gráfico Design 

Assistente de Programação Visual
Aline Coelho

Vídeo
Documental Produções

Projeto Educativo
Daniela Chindler
Augusto Pessoa 
Rodrigo Lima
Gustavo Maranhão

Diretor Técnico 
Bel Fernandes - Vertigo 30 Escritório de Produção

Produção Gráfica
Studio Alfa (imagens)
FlexSign (textos)

Realização
Modulor Produções Culturais Ltda. 


Virgínia Cavedagne Fienga, arquiteta, formada pela UFRJ com pós-graduação na Ecole d'Architecture Paris- Villemin - Paris, em museografia e renovação de monumentos históricos. Durante os 8 anos de percurso profissional na França, trabalhou no Musée du Louvre, na renovação do Musée de l'Armée - Hôtel des Invalides e em projetos de centros culturais e outros museus franceses. 
Realizações no quadro da MODULOR PRODUÇÕES CULTURAIS LTDA.: Exposição Pelé, A Arte do Rei ( Casa França Brasil - RJ / MASP - SP); exposições temporárias do Museu da Cidade do Rio de Janeiro; projeto museográfico do Museu do Flamengo - RJ; exposição Debret, itinerância para Suíça e Portugal para os Museus Castro Maya - IPHAN; exposições do Rio Mostra Gravura: Jazz de Matisse no Parque das Ruínas e Gravuras Japonesas dos séculos XVII ao XIX na Chácara do Céu - RJ; Villegagnon e a França Antártica, para o Centro Cultural da Marinha - RJ. No Paço Imperial participou dos projetos museográficos das seguintes exposições: Caminhos do Contemporâneo, Quando o Brasil era Moderno, O Brasil Redescoberto, O Expressionismo Alemão, entre outras. 

Cássio Loredano - Caricaturista d O Estado de São Paulo e El País, Madri; pesquisador, autor de Nássara desenhista, Gevara e Figueroa e O bonde e a linha, um perfil de J. Carlos.

Daniela Chindler - Produtora cultural, escritora e contadora de histórias. Na área de pesquisa história desenvolveu diversos projetos, entre eles: 
Visitas guiadas realizadas no Petit Trianon sede da ABL. O projeto teve inicio no ano do centenário da ABL e tamanho foi o sucesso, que a temporada já foi prorrogada por seis anos. 
Roteiro e produção de espetáculo de bonecos sobre a viagem do pintor alemão Rugendas ao Brasil. O espetáculo foi montado, durante as comemorações de 60 anos da Cultura Inglesa, ocasião em que gravuras do pintor foram expostas na Pinakoteque de Botafogo (1994). 
Férias no Museu da Cidade - espetáculos "Contos e Cantos do Rio Antigo" com músicas e histórias da época do Brasil Império e República e figurinos datados (1998 e 99).
Como contadora de histórias tem em seu currículo mais de 300 apresentações e desenvolveu projetos de incentivo a leitura para Prefeitura, Petrobras, Centro Cultural Banco do Brasil, Secretaria Estadual de Educação.
É autora da coleção de folclore intitulada "Brasil Bom de Bico" da Paulinas. Títulos: A Festa no Céu, O Homem que Botou um Ovo (Prêmio altamente recomendável para crianças pela FNLIJ), Moça Perfumosa, Rapaz 

Luiza Esteves - arquiteta formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, com especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil pela Coordenação Central de Extensão, CCE, da PUC/Rio. 
Como arquiteta assistente da Modulor Produções Culturais, participou dos seguintes projetos: "Pedro Ernesto nos 68 anos do Museu da Cidade", "Ouro Verde Carioca nos 500 anos do Rio de Janeiro" e "Rio Mostra Doações 1995-2001", exposições do Museu da Cidade e exposição "Pelé a Arte do Rei" no MASP - SP e Casa França Brasil - RJ. 

Créditos Fotográficos 

1. Parque Nacional do Jaú/AM (Claudio Bergstein)
2. Parque Nacional Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato/PI (Arquivo BNDES)
3. Centro Histórico de São Luiz do Maranhão/MA (Christian Knepper)
4. Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas/PE (Carole Alignan)
5. O centro histórico de Olinda/PE (Christian Knepper)
6. O centro histórico de Salvador/BA (Christian Knepper)
7. Costa do Descobrimento - Reservas da Mata Atlântica BA/ES (Ricardo R. Maia)
8. A cidade histórica de Ouro Preto/MG (Cristina Pedroza)
9. Centro Histórico da Cidade de Diamantina/MG (IPHAN/DID/Arquivo Noronha Santos)
10. O Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo/MG (Jacob Gelwan)
11. Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal - MS/MT (Arquivo IBAMA)
12. Centro Histórico da Cidade de Goiás-GO (Arquivo BNDES)
13. Áreas protegidas do Cerrado: Chapada dos Veadeiros e Parque Nacional das Emas - GO (Carole Alignon)
14. Brasília e seu Plano Piloto/DF (Christian Knepper)
15. Mata Atlântica - Reservas do Sudeste SP/PR (Karla Mourão)
16. Parque Nacional de Iguaçu, em Foz do Iguaçu/PR (Christian Knepper)
17. As ruínas jesuíticas-guarani, de São Miguel das Missões/RS (IPHAN/DID/Arquivo Noronha Santos)