O BNDES, o Banco Mundial e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estão organizando uma conferência técnica sobre políticas de inovação para o crescimento inclusivo -  crescimento que gera oportunidades de emprego e consumo para grandes segmentos da população e que é movido pelo aumento da produtividade e competitividade das empresas, especialmente as jovens. 

Os principais objetivos da conferência são: 

  1. Informar as autoridades e líderes empresariais sobre as opções de políticas de inovação apropriadas para um crescimento mais inclusivo, focado nas questões emergentes; e
  2. ser um fórum para compartilhar experiências internacionais para facilitar a implementação e melhorar a eficácia das políticas de inovação nas economias emergentes.

A conferência foi concebida para facilitar a troca de experiências, aprendizagem conjunta e capacitação sobre a prática da política de inovação para um crescimento mais inclusivo, com foco nas tendências em níveis globais, nacionais e subnacionais, instrumentos de política relevantes, novos arranjos institucionais para apoiar a inovação, novas funções dos atores envolvidos no processo de inovação e avaliação da eficácia da política. 

O evento reunirá um mix de participantes locais, da América Latina e outras regiões. Ao invés de apresentações de artigos acadêmicos, a conferência enfatizará apresentações das experiências de autoridades e profissionais brasileiros e estrangeiros, com feedback técnico de especialistas, acadêmicos e pesquisadores internacionais, que oferecerão conhecimento complementar às apresentações de políticas. O público será composto por cerca de 60 empresários, membros do Governo e especialistas nos temas da conferência. Espera-se ampla interação entre os participantes durante as seções.

A conferência será patrocinada pelo BNDES; pelo Diagnostic Facility for Shared Growth (DFSG, Instrumento de Diagnóstico para o Crescimento Compartilhado), gerido pelo Banco Mundial como parte de suas atividades de compartilhamento de conhecimento; pela Unidade de Gestão Nacional do Brasil do Banco Mundial; e pela Diretoria da OCDE para Ciência, Tecnologia e Indústria.

Consulte background papers preparados por participantes da conferência e recursos adicionais.

Programa provisório

Última atualização: 04 de outubro de 2011.

24 de outubro:  A Geografia da Inovação e Desenho de Política

10h-10h30 - Café de boas-vindas
10h30-11h - Cerimônia de abertura
  • João Carlos Ferraz (Vice-Presidente, BNDES)
  • Makhtar Diop (Diretor para o Brasil, Banco Mundial)
  • Dirk Pilat (Chefe, Divisão de Política Científica e Tecnológica, OCDE)
11h00-12h30 - Sessão 1. A geografia global da inovação: causas e implicações da crescente contribuição de economias emergentes e dos BRICS para o conhecimento global.
  • Evidências sobre a nova geografia da inovação.
  • Por que a integração econômica internacional não é o bastante para aumentar os fluxos nacionais e globais de conhecimento e produtividade?
  • Os motores da inovação nos BRICS e em outros países em desenvolvimento: crescimento, políticas ou aprendizado?
  • O caso do Brasil.

Moderador:  Carlos Braga, Banco Mundial

Apresentações de abertura (20 min max. por apresentação):

  • Dirk Pilat (OCDE) – Principais desenvolvimentos de STI com base no scoreboard STI da OCDE 2011.
  • Andrea Goldstein (OCDE) e Jorge Arbache (BNDES) – Investimentos em inovação pelas multinacionais no Brasil.
  • Xielin Liu (Vice-Presidente, Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia e Centro Nacional de Pesquisa em Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento, Ministério da Ciência e Tecnologia) – Motores da inovação e mudanças das políticas de inovação na China.
  • Glauco Arbix (Finep) – Implicações da nova geografia de STI sobre o Brasil.

Debatedores: todos.

12h30-14h00 Almoço 
14h00-15h30 - Sessão 2. Em busca de políticas de inovação eficazes para o crescimento inclusivo
  • Como as prioridades da política de inovação devem ser determinadas?
  • Existe um papel para as políticas de inovação que garanta que os benefícios do aprendizado tecnológico e da inovação fluam mais amplamente para toda a economia, ao invés de para alguns poucos setores favorecidos e/ou firmas e consumidores finais?
  • Focalização da política de inovação em setores preferenciais ou políticas mais amplas e mais inclusivas? MPM (empresas de tecnologia recém-criadas x todas as MPMs), multinacionais, empresas líderes nacionais, setores de recursos naturais, setores de alta tecnologia ou onde as vantagens comparativas reveladas prevalecem atualmente ou têm previsão de prevalecer no futuro?
  • Influência da demanda ou pressão da oferta?

Moderador:  Alessandro Teixeira (Secretário Executivo, MDIC)

Apresentações de abertura (20 min max. por por apresentação):

  • Dmitry Livanov (Ex-Vice-Ministro, Ministério de Educação e Ciências, Reitor da Universidade Técnica, Rússia) – Relações entre indústria e universidade e o desenho de plataformas tecnológicas
  • Manuel Heitor (Portugal) - As relações entre indústria e universidade e criação de clusters de inovação.
  • Luis Antonio Elias (Secretário Executivo, Ministério da Ciência e da Tecnologia, Brasil) – Qual é o mix apropriado de políticas de inovação para o Brasil?

Debatedores: todos

15h30-16h00 Intervalo

16h00-18h00 - Sessão 3. Feedback Técnico para as Sessões 1 e 2 seguida por interação entre os especialistas.

Moderador:  Wilson Peres (Diretor, CEPAL).

Apresentações de abertura (15 min máx. por apresentação):

  • William F. Maloney (Banco Mundial, a confirmar);
  • Charles Sabel (Columbia University);
  • Jorge Katz (Universidade do Chile);
  • Mario Cimoli (CEPAL);
  • Gert Bruche (Berlin School of Economics and Law).

Debatedores: todos.

25 de outubro: Projeto, Implementação e Avaliação da Política

10h00-11h30 - Sessão 4. Implementação de políticas de inovação para o crescimento inclusivo.
  • Como garantir a implementação eficaz de políticas de inovação.
  • Financiamento da inovação: as imperfeições do mercado financeiro impedem o surgimento de novas empresas inovadoras? Quais são os instrumentos relevantes para que tipos de imperfeições?
  • Regulamentação, proteção, salva-guardas e inovação: qual a melhor forma de proteger os interesses públicos e promover a concorrência?
  • Como induzir a inovação por meio das compras públicas?
  • Como as agências multilaterais podem ajudar?

Moderador: Carlos Primo Braga, Banco Mundial.

Apresentações de abertura (20 min max. por apresentação):

  • Vijay K. Vijayaraghavan (CEO, Sathguru Management Consultants e Chefe do Departamento de Propriedade Intelectual em Biotecnologia, Transferência Tecnológica e do Comitê Empresarial da Visão 2025, Ministério da Ciência e Tecnologia, Índia) - Como promover a absorção acelerada de tecnologias baratas para a saúde, agricultura, energia e produtos ambientais?
  • Keun Lee (Diretor, Center for Economic Catch-Up, Coréia do Sul) – Desafios recentes e atuais de implementação na Coréia, incluindo o apoio a novos empresários transformadores, dada a influência dos chaebols.
  • Carlos Américo Pacheco (Unicamp) – Prioridades e desafios da implementação das políticas de inovação no Brasil – a visão da academia.

Debatedores: todos.

Café e biscoitos estarão disponíveis durante a sessão 4.

11h30-13h00 - Sessão 5. Os países devem buscar políticas de inovação em nível subnacional?
  • Evidências de spillovers do conhecimento em nível sub-nacional.
  • Experiências nacionais com sistemas de inovação descentralizados.
  • Incubação: uma função do setor público ou aglomeração endógena de firmas de inovação?

Moderador: Dirk Pilat, OCDE.

Apresentações de abertura  (20 min max. por apresentação):

  • Bob Hodgson (Zernike, Reino Unido) – Criação de mercados de conhecimento para difusão, incluindo instituições-ponte que ligam empreendedorismo e finanças a instituições de pesquisa locais.
  • Enrique Villa (Diretor Geral, CONACYT, Mexico) – A experiência mexicana de políticas de inovação em nível subnacional.
  • Rafael Lucchesi (Diretor, CNI) – Prioridades e desafios para políticas de inovação em nível subnacional no Brasil.
  • Representante da CONSECTI (a definir).

Debatedores: todos.

13h00-14h30 Almoço
14h30-16h00 - Sessão 6. Governança dos sistemas de inovação e práticas de avaliação.
  • Como garantir que as políticas de inovação financiadas com recursos públicos funcionem? Abordagens com base nos resultados, melhoria da governança, responsabilização dos agentes envolvidos, acompanhamento e avaliação eficazes.
  • Como fazer com que as políticas de inovação apoiadas com recursos públicos se sujeitem ao controle, monitoramento e avaliação?
  • O que as agências governamentais em países emergentes fazem e o que elas estão fazendo atualmente para garantir que as políticas de inovação funcionem?
  • Melhores práticas e lições aprendidas.

Moderador: Jorge Arbache (BNDES).

Apresentações de abertura (20 min máx. por apresentação):

  • Dominique Guellec (OCDE) – A experiência da OCDE com análises nacionais de inovação e o impacto das práticas de avaliação da implementação das políticas de inovação.
  • Cristobal Undurraga (Diretor Executivo, InnovaChile, CORFO) – Governança dos sistemas de inovação e práticas de avaliação no Chile.
  • Roberto Sainz (Chefe da Secretaria de Gestão e Estratégia da Embrapa) – Prioridades e desafios da governança e avaliação das políticas de inovação no Brasil.

Debatedores: todos.

16h00-16h30 Intervalo

16h30-18h00 - Sessão 7. Feedback Técnico para as sessões 4, 5 e 6, seguida por interação entre os especialistas.

Moderador: Esperanza Lasagabaster (Banco Mundial)

Apresentações de abertura (15 min máx. por apresentação):

  • Carlos Álvares (Vice-Diretor, Centro de Desenvolvimento, OCDE);
  • Mauro Borges Lemos (Presidente da ABDI);
  • representante do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil (a definir);
  • Gabriel Casaburi (BID); e
  • Daniel Lederman (Banco Mundial)

Debatedores: todos.

18h00-19h00 - Conclusão: O que aprendemos? O que está por vir?

Mediador: Otaviano Canuto, Vice-Presidente, Redução da Pobreza e Gestão Econômica, Banco Mundial.

Apresentadores:

  • Luciano Coutinho, Presidente do BNDES;
  • Aloízio Mercadante, Ministro da Ciência e Tecnologia, Brasil (a confirmar);
  • Pedro Wongtschowski, Presidente do Grupo Ultra e membro do Movimento Empresarial pela Inovação (MEI), Brasil;
  • Nelson Fujimoto, Secretário de Inovação, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e
  • Marcos Bonturi (Vice-Chefe de Gabinete do Escritório do Secretário Executivo, OCD).
     

Recursos adicionais:

Background papers

A seguir, você encontra background papers preparados por participantes da conferência e por profissionais que não estarão presentes na conferência.

 Apresentações