Anos 70/80 

Desde 1976, o BNDES considera formalmente a variável ambiental em seus procedimentos de análise e concessão de crédito. Na década de 80, a partir de intercâmbios com o Banco Mundial e com outros organismos internacionais, o BNDES intensificou seu envolvimento com a questão ambiental, criando uma linha específica para apoio a projetos industriais de conservação e recuperação do meio ambiente.
 
Com a instituição da Política Nacional do Meio Ambiente, em 1981, a contratação de uma operação passou a ser condicionada à regularidade ambiental do empreendimento e do projeto em questão.
 
Em 1989, foi criada a primeira unidade ambiental do BNDES, cuja atribuição foi coordenar o processo de internalização da variável ambiental nos procedimentos operacionais do Banco. As operações passaram a receber classificação de acordo com o seu impacto ambiental. 

Anos 90

No começo dos anos 90, o BNDES assinou acordos internacionais que visavam à recuperação de áreas ambientalmente degradadas, como o contrato de financiamento do Programa Nacional de Controle da Poluição Industrial, assinado com o Banco Mundial e o Eximbank do Japão (atual JBIC), no valor total de US$ 100 milhões.
 
O BNDES colaborou com o Governo Federal na formulação de aspectos financeiros relacionados à proposta brasileira para a Conferência de Cúpula realizada no Rio de Janeiro em 1992, bem como para o Protocolo de Montreal. Como resultado dos compromissos assumidos destacam-se: 
  • A assinatura da Carta de Princípios para o Desenvolvimento Sustentável, dentro da iniciativa do PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente;
  • A participação como membro do Protocolo Verde, iniciativa federal para a incorporação da variável ambiental nas operações de crédito dos bancos públicos;
  • A participação no Comitê Coordenador da Iniciativa de Finanças do PNUMA, como reconhecimento do pioneirismo do Banco na incorporação da variável ambiental em sua atuação;
  • A divulgação da Contabilidade Ambiental promovida pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e PNUMA; e
  • A participação nas negociações relativas à Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.  
Em 1996, a Diretoria do BNDES aprovou resolução interna que condiciona o apoio financeiro do Banco a programas ou projetos que atendam a legislação ambiental e de segurança e medicina do trabalho, bem como ao equacionamento adequado do suprimento e do uso eficiente de energia. 

O Novo Milênio 

Na virada do milênio, a Política Ambiental do BNDES foi enunciada, explicitando o compromisso formal com os princípios do desenvolvimento sustentável. As Políticas Operacionais do BNDES foram alteradas com o objetivo de padronizar as condições especiais adotadas em operações envolvendo projetos, equipamentos e sistemas isolados destinados à preservação, conservação, controle e recuperação do meio ambiente.
 
Em abril de 2003, o BNDES implementou os Guia de Procedimentos Ambientais, com a finalidade de orientar e sistematizar os procedimentos ambientais relativos ao Enquadramento, Análise, Avaliação de Risco Ambiental e Acompanhamento das operações do BNDES.
 
Desde 2005, foram realizadas iniciativas internas de disseminação de conteúdo sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, através de seminários e de um site específico na intranet do Banco. São ações que contribuem com a permanente necessidade de atualização/capacitação do corpo funcional e com o comprometimento de todos com o posicionamento institucional do BNDES em relação ao desenvolvimento sustentável.
 
Enfim, o BNDES, maior financiador em longo prazo da atividade econômica no País, ciente da sua responsabilidade ambiental, deve estar preparado para afirmar o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, em especial como agente indutor de boas práticas que possam contribuir para uma administração ambiental responsável.