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O Concurso

 

Histórico

O fortalecimento da atuação do BNDES durante o período de crescimento pelo qual o Brasil passou na última década levou à necessidade de reestruturação organizacional da instituição, que teve uma significativa ampliação de seu quadro de pessoal.

Atualmente, os escritórios do BNDES no Rio de Janeiro se localizam no Edifício de Serviços do Rio de Janeiro (EDSERJ), de propriedade do Banco, e em andares no Edifício Ventura Corporate Towers, locados. Ambos os edifícios estão localizados na Av. República do Chile, no centro da cidade.

Além disso, há a demanda de modernização e adequação de espaços de apoio, tais como Biblioteca, Arquivo, Centro de Processamento de Dados, entre outros, que também deverão ser instalados no novo edifício.

Para atender à demanda espacial advinda do crescimento do seu quadro de empregados e otimizar a operação da instituição, o BNDES construirá edifício em lotes contíguos ao Edifício de Serviços do Rio de Janeiro (EDSERJ).

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O Terreno

O terreno em que o edifício será construído se encontra em área de grande interesse histórico e cultural da cidade. Inserido no quarteirão formado pelo Largo da Carioca, Rua da Carioca, Av. República do Chile e Av. República do Paraguai, o terreno faz divisa com o Convento e a Igreja de Santo Antônio, a Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e o casario da Rua da Carioca, edificações tombadas pelos órgãos de Patrimônio Histórico.

Em seu entorno, há também outras edificações significativas, como a Catedral Presbiteriana e os teatros Carlos Gomes e João Caetano, localizados na Praça Tiradentes. Também compõem a paisagem urbana marcos arquitetônicos mais recentes, como a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, as sedes do próprio BNDES, da Petrobras e o edifício Ventura Corporate Towers.

O terreno onde será construído o edifício anexo, contíguo ao terreno do EDSERJ, tem sua testada voltada para a Av. República do Paraguai e apresenta um acentuado aclive, por estar localizado na encosta do Morro de Santo Antônio. A fim de viabilizar a construção será necessário realizar cortes para implantação do novo edifício.

Imagem de satélite de onde será construído o prédio anexo. O local do terreno está demarcado em vermelho na Avenida República do Paraguai, próximo à Rua da Carioca.

Com essa premissa, o BNDES contratou estudo de viabilidade técnica para verificar qual o corte de terreno possível. Como resultado, foi apresentado Estudo Geotécnico, conforme Anexo VI do Edital, no qual é possível verificar que até 100% do terreno podem ser escavados e contidos sem prejuízo das estruturas vizinhas.

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Etapas

O concurso terá âmbito nacional e será realizado em duas etapas.

Na primeira etapa, as propostas serão recebidas e julgadas em nível de Estudo Preliminar, e serão escolhidos até cinco melhores trabalhos para participarem da próxima fase.

Na segunda etapa, serão julgadas as propostas em nível de Anteprojeto, com o objetivo de eleger-se o vencedor do concurso. Tal segmentação foi concebida com o objetivo de assegurar maior competitividade e permitir o aprofundamento técnico das melhores propostas.

No julgamento da segunda etapa, haverá a identificação dos selecionados, que serão convidados a apresentar e defender seus anteprojetos perante a Comissão de Julgamento, em sessão pública.

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Comissão de Julgamento

A Comissão de Julgamento será composta por cinco integrantes, todos com formação em Arquitetura e Urbanismo.

Dois integrantes fazem parte do quadro de pessoal do BNDES. Os demais integrantes são convidados.

Os perfis profissionais dos três convidados foram definidos com o objetivo de prover maior diversidade de conhecimentos e experiências à comissão, levando em consideração tanto as características de uso do edifício quanto às peculiaridades de sua área de implantação.

A Comissão de Julgamento é formada por:

  • Georgia Espozel Pinheiro da Silva – arquiteta do quadro do BNDES.
  • Márisson Veiga Pereira – arquiteto do quadro do BNDES.
  • Prof. Dra. Ana Luiza Nobre – professora de Teoria e História da Arquitetura da PUC-Rio; fundadora da Casa de Lucio Costa; e membro do Comitê Internacional de Críticos de Arquitetura (CICA).
  • Bianca Spotorno da Silva (arquiteta do quadro do BNDES).
  • Adriano Conde Vitor (arquiteto do quadro do BNDES).

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Programa de Necessidades - Resumo

Apresentamos, nessa seção, um resumo do Programa de Necessidades a fim de proporcionar uma visão geral sobre o projeto do Edifício Anexo. O Programa de Necessidades integral, com o detalhamento necessário ao desenvolvimento das propostas, está disponível no Anexo I do Edital do Concurso.

O Edifício Anexo do BNDES deverá abrigar áreas de escritório e espaços de acesso ao público e de apoio:

  • Área Corporativa: área em planta livre destinada aos escritórios do BNDES. Deverá contar ainda com espaços de apoio nos andares, tais como copa, sanitários e depósito de materiais de limpeza.
  • Centro de Informação e Conhecimento: biblioteca de referência nacional e internacional no tema Desenvolvimento do Brasil, com foco no suporte informacional ao corpo técnico do BNDES. O centro será responsável pela preservação da memória técnica do Banco através da reunião, catalogação, indexação, classificação, preparação, preservação e disponibilização da produção intelectual do BNDES ao público em geral.
  • Centro de Documentação: centro destinado à guarda e arquivamento dos documentos do BNDES. Deverá contar com área de atendimento, área de trabalho e Arquivo Central.
  • Centro de Estudos e Desenvolvimento de Competências: centro destinado a treinamento corporativo, que atenderá primordialmente ao público interno do BNDES para atividades de aprimoramento profissional. Eventualmente poderá atender ao público externo.
  • Centro de Memória: o Centro de Memória, em conjunto com o Centro de Informação e Conhecimento, tem o objetivo de preservar documentos, fotografias e filmes relacionados à história do BNDES e disponibilizá-los ao público externo, através de consulta física ou por meio digital.
  • Espaço de Qualidade de Vida e Fisioterapia: espaços destinados ao Programa de Qualidade de Vida do BNDES, que prevê ações para auxiliar os empregados na criação e no desenvolvimento de hábitos saudáveis nas diferentes dimensões da vida - física, intelectual, emocional, espiritual, afetiva, familiar, material, profissional, social e solidária, e também com a finalidade de atender aos requisitos de Medicina do Trabalho.
  • Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento: o BNDES abriga o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, que reúne a biblioteca pessoal do professor Celso Furtado — seu núcleo principal — e a Coleção CICEF, que vem sendo formada há quatro anos pelo Centro.
    Com um acervo acumulado por Celso Furtado ao longo de sua vida pessoal, acadêmica e de homem público, a Biblioteca que leva seu nome possui uma coleção de mais de sete mil títulos que são o reflexo das áreas de interesses e dos assuntos que o fascinaram desde jovem: história, literatura, filosofia, ciências sociais, cultura, e principalmente a economia, o desenvolvimento econômico, o Brasil e a América Latina.
    O Centro Internacional Celso Furtado deverá ter acesso ao público.
  • Auditório e Salas de Videoconferência: o edifício anexo deverá contar com um auditório de perfil corporativo com capacidade para 250 pessoas e duas salas de videoconferência com capacidade para 20 pessoas cada. O auditório deverá contar com espaços de apoio, tais como sala de autoridades, foyer, sanitários, copa e depósito.
    O auditório e as salas de videoconferência devem estar localizados próximo ao Centro de Informação e Conhecimento do BNDES, ao Centro de Estudos e Desenvolvimento de Competências e ao Centro de Memória. Poderão estar localizados em pavimento de subsolo, desde que atendam aos requisitos de localização citados.
  • Datacenter: o atual datacenter deverá ser transferido para o Edifício Anexo e ampliado, de modo a atender a necessidade de modernização e expansão dos equipamentos de Tecnologia da Informação (TI).
  • Áreas Comuns e Condominiais: abrangem as áreas de apoio e instalações da edificação, tais como:
    • Estacionamento: mínimo de 350 vagas.
    • Docas para carga e descarga.
    • Instalações prediais - deverão ser previstas áreas para as instalações elétricas, hidráulicas, de ar condicionado e ventilação mecânica do edifício tais como no-breaks, centrais de água gelada, grupo gerador, transformadores, casas de bombas, reservatórios, cisternas, casas de máquinas elevadores, etc..
    • Terraço/Cobertura Verde - conforme previsto na Lei Complementar nº 128 de 12 de abril de 2013, o edifício deverá ter sua cobertura projetada dentro do conceito de “Telhado Verdes”. Deverá permitir acesso público, guardadas as medidas de segurança necessárias.
    • Condomínio/Facilities – áreas destinadas ao uso do condomínio, tais como administração, almoxarifado, refeitórios, sanitários, vestiários, salas de manutenção, etc.
    • Bicicletário.
    • Vestiários.
    • Refeitório.
    • Hall, elevadores, escadas e sanitários, dimensionados conforme normas técnicas e legislação vigentes.
    • Copas e depósitos para material de limpeza nos andares.

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Requisitos e Condicionantes

Além do objetivo principal do concurso, de almejar um edifício com alta qualidade arquitetônica e tecnológica, há alguns requisitos e condicionantes específicos que deverão ser seguidos pelos concorrentes nas suas propostas:

  • Sustentabilidade – a proposta arquitetônica deverá capacitar o edifício a atender às exigências do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica para Edificações (Procel), subprograma para Eficiência Energética nas Edificações (Procel Edifica), para obtenção, no mínimo, da “Etiqueta Nacional de Conservação de Energia” de nível A, nos quesitos iluminação, envoltória e condicionamento de ar. Além disso, o projeto deverá ser desenvolvido de forma a obter outra certificação ambiental, tal como Leed, BREEAM ou Acqua.
  • Atender ao que dispõe a Lei Complementar Municipal nº 128/2013, de 12 de abril de 2013, com destaque para:
    • cota máxima do topo das edificações de 42m em relação ao nível do mar, não devendo ultrapassar a cimeira da Igreja de São Francisco da Penitência, no morro de Santo Antônio;
    • pavimento de cobertura seguindo o conceito de telhados verdes, permitindo acesso público, guardadas as medidas de segurança; e
    • cortes no terreno necessários à implantação da edificação, mediante tratamento paisagístico com partido similar ao jardim tombado de Burle Marx do EDSERJ.
  • Integração com o EDSERJ - o novo edifício deverá ter comunicação com o EDSERJ, permitindo o livre trânsito entre os dois prédios, em nível, sem barreiras, através de circulação coberta. A ligação deverá ser feita através do pavimento da sobreloja, e no mínimo mais um pavimento, no qual seja possível a circulação de pedestres e de cargas em pallets. Com isso, além dos espaços especificados no Programa de Necessidades, o projeto arquitetônico deverá contemplar também as modificações necessárias no EDSERJ para atender a essa demanda.
  • Acesso ao Complexo Histórico do Morro de Santo Antônio – o projeto deverá prever uma interligação com a área do Convento de Santo Antônio, Igreja de Santo Antônio e Igreja de São Francisco da Penitência, desde a Avenida República do Paraguai até o local indicado no Anexo V, Levantamento Planialtimétrico do Terreno do Edital.
  • Acessos Públicos e Privados – o acesso do público à edificação sempre estará sujeito ao controle da segurança do BNDES. Os espaços que terão acesso ao público externo deverão estar posicionados de tal forma que, após o controle da segurança, o acesso possa ser direto, sem passar por circulações horizontais ou verticais exclusivas ao público interno.

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O EDSERJ

O projeto arquitetônico do Edifício de Serviços do Rio de Janeiro, o EDSERJ, foi resultado de um concurso nacional de Arquitetura, vencido por uma equipe de jovens arquitetos: Alfred Willer, Ariel Stelle, Joel Ramalho Jr., José Hermeto Sanchotene, Leonardo Oba, Oscar Mueller e Rubens Sanchotene, do Paraná.

O concurso foi realizado no início da década de 70, e o edifício foi ocupado cerca de 10 anos depois. Hoje, trabalham nele cerca de 2.000 empregados do BNDES, responsáveis por parte das operações do Banco no Rio de Janeiro, além de outros 590 usuários. Diariamente, também circulam pelo prédio cerca de 400 visitantes.

Caracterizado por um imenso monólito que parece flutuar sobre o embasamento, que recebeu um lindo jardim de Burle Marx, o EDSERJ é um dos marcos arquitetônicos do centro do Rio de Janeiro.

Sua concepção reflete os princípios racionalista-funcionalistas do “estilo internacional”, vertente da Arquitetura Moderna onde a função predomina sobre a forma, caracterizada por ausência de ornamentação, favorecimento de coberturas planas, fachadas com grandes panos de vidro e, no Brasil, pelo uso corriqueiro de concreto aparente.

Com uma área total de aproximadamente 90 mil metros quadrados, o EDSERJ é constituído de 33 pavimentos, distribuídos entre subsolos, andares de serviço e utilidades e pavimentos-tipo.

Clique nas imagens para ampliá-las.

Foto em preto e branco da escavação para a fundação do prédio do B N D E S.

Foto em preto e branco que demonstra o tratamento da encosta e remoção das muralhas destruídas para a construção do prédio.

Foto em preto e branco da preparação da encosta e do terreno para a construção do prédio do B N D E S.

 Imagem em preto e branco da área onde será construído o prédio do B N D E S.

 Foto em preto e branco da construção da base do prédio do B N D E S.

Foto em preto e branco do alicerce do prédio do B N D E S pronto.

Foto em preto e branco do prédio do B N D E S quase pronto.

Foto em preto e branco do prédio do B N D E S pronto, mas ainda sem a parte do gramado.

Foto em preto e branco do Edifício Sede B N D E S pronto.

Imagem das letras que compõem o nome “B N D E S”, feitas de metal e que ficam na entrada do Edifício Sede do Rio de Janeiro.

Clique nas imagens para ampliá-las.

Para acessar as informações gráficas do EDSERJ necessárias à elaboração das propostas do Concurso, clique aqui.

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