BNDES aprova crédito de R$ 22,8 milhões para Paraibuna Metais
A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 22,8 milhões para a Companhia Paraibuna de Metais, do grupo Votorantim. Os recursos, que equivalem a 54% do total do projeto, serão destinados à construção de um novo reservatório para armazenagem do rejeito de jarosita, principal resíduo industrial da unidade de produção de zinco, em Juiz de Fora (MG). O restante do investimento, de R$ 19,3 milhões, será feito com recursos próprios da empresa.
O reservatório terá capacidade de 1.796 mil metros cúbicos na primeira etapa e de 3.611 mil metros cúbicos na segunda e última etapa de construção. Durante a fase de implantação do projeto serão criados 180 empregos indiretos.
O principal mérito do projeto é permitir que, com a nova barragem, a companhia passe a garantir a continuidade operacional da Paraibuna, com a adequada deposição do principal resíduo industrial, conforme as exigências dos órgãos ambientais competentes. Com isso, poderá atender à demanda da fabrica, em relação à disposição de rejeitos, já a partir de 2005.
A Votorantim Metais, juntamente com a Companhia Mineira de Metais, também do grupo Votorantim, detém cerca de 90% do mercado brasileiro de zinco e é competitiva no mercado internacional. Só a Paraibuna responde por cerca de 30% de toda a produção nacional do metal.
A indústria de zinco contribui com aproximadamente US$ 40 bilhões para a economia global a cada ano e fornece empregos diretos para mais de 210 mil pessoas. O consumo industrial do metal ocorre, principalmente, na área de galvanização, abrangendo cerca de 47% da demanda mundial. Os países europeus e asiáticos concentram a produção mundial de zinco, respondendo por 73% do mercado. No Brasil, a construção civil e a indústria automobilística são os setores que mais consomem zinco, absorvendo 44% e 22% do total produzido.