BNDES aprova financiamento de R$ 30 milhões para Magazine Luiza
· Recursos serão destinados à venda de computadores no Programa Cidadão Conectado
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 30 milhões para o Magazine Luiza S.A. adquirir, no mínimo, 22 mil microcomputadores que serão vendidos, em condições facilitadas. Trata-se da primeira operação direta para aquisição de PCs dentro do Programa Cidadão Conectado – Computador para Todos, realizada pelo Banco. Até o momento, o BNDES já aprovou três outros financiamentos no âmbito do programa, de forma indireta: para o grupo Pão de Açúcar (R$ 2,4 milhões), para a Americanas.com (R$1,7 milhão) e para a TV Sky Shop – Shoptime (R$ 434 mil). Os recursos, nas três operações, foram repassados pelo Unibanco.
Os PCs serão produzidos pela Positivo Informática, uma das três empresas credenciadas, até o momento, no BNDES e no Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) como fornecedora do Programa. As outras duas são Novadata Sistemas e Computadores e Novas Soluções em Informática Ltda.
O Programa Cidadão Conectado foi criado pelo Governo Federal no ano passado a fim de aumentar o acesso da população de baixa renda à computação e à internet, a preços mais acessíveis. Os equipamentos devem obedecer às especificações e características técnicas definidas no programa e as empresas fornecedoras precisam ser credenciadas no BNDES e no MCT. A configuração exigida inclui, entre outras coisas, processador Celeron 370 ou 478, memória de 128 Mbytes, monitor de 15 polegadas, HD de 40 Gigabytes, placa de fax modem 56 Kbps.
A perspectiva é de que as vendas atinjam sete milhões de PCs nos próximos três anos, sendo cinco milhões para famílias de baixa renda e dois milhões para micro, pequenas e médias empresas. Segundo o mapa de exclusão digital, 55% da população brasileira nunca usou um computador, equipamento que está presente, apenas, em 16,6% das residências do país. Das 184 mil escolas públicas, apenas 19% possuem computador.
Outro efeito positivo, previsto no programa, é a redução das vendas realizadas no mercado informal de microcomputadores. Pesquisas recentes apontam que dos três milhões de PCs comercializados no Brasil, anualmente, cerca de 80% ocorrem no chamado “mercado cinza”. Ou seja, aquele de peças contrabandeadas. Como os microcomputadores serão vendidos a um preço máximo de R$ 1,4 mil, nas vendas à vista, com taxa de juros máxima de 3% ao mês, nas operações a prazo, a previsão é de que os consumidores optem por adquirir equipamento com certificado de garantia e nota fiscal.