Demian Fiocca apresenta ao presidente Lula resultados do BNDES
Em reunião com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do BNDES, Demian Fiocca fez no Palácio do Planalto, quinta-feira, 6/7, uma exposição sobre o papel que o BNDES vem desempenhando para o desenvolvimento do País. Da reunião participaram todos os presidentes dos bancos públicos federais.
Eis um resumo da prestação de contas sobre o desempenho do BNDES apresentado ao presidente Lula por Demian Fiocca:
O BNDES é a principal fonte de financiamento de investimentos em moeda nacional do Brasil. Enquanto o prazo médio das operações de crédito do sistema financeiro privado é de 7 meses, o prazo médio das operações do BNDES é de 82 meses.
Entre 2001 e 2005, os desembolsos totais do Banco cresceram, em termos reais, 7,1% ao ano, em média (deflacionado pelo IPCA). No setor de infra-estrutura, esse mesmo crescimento foi de 12,6%.
O apoio às micro, pequenas e médias empresas aumentou de 20% dos desembolsos totais no período de 1999 a 2002, para 30% dos desembolsos totais entre 2003 e 2006.
As taxas de juros para financiamento de investimentos foram reduzidas no Brasil por meio de duas ações: redução da TJLP e redução das margens de juros (“spreads”) cobradas pelo BNDES.
Em dezembro do ano passado, uma empresa de classificação “A“ que tomasse recursos diretamente no BNDES pagaria, em média, 13,25% de juros. Destes, 9,75% se referiam à TJLP; 2,0% ao spread básico médio do BNDES; e 1,5% correspondente ao spread de risco. Hoje, essa mesma empresa paga, em média, 10,1%. A TJLP caiu para 7,5%; o spread básico médio do BNDES foi reduzido para 1,4% e o spread de risco para empresa de classificação “A” é de 1,2%.
Além disso, o BNDES simplificou sua política de prioridades em cinco categorias. O spread médio de 1,4% foi distribuído em faixas de 0%, 1%, 1,5%, 2,0% e 3,0%, onde, por exemplo, investimentos em inovação e eliminação de gargalos ferroviários recebem spread básico zero.
Estudo do Banco revela que, entre 2000 e 2004, as empresas apoiadas pelo BNDES aumentaram a oferta de empregos em 23%, enquanto as empresas não apoiadas criaram apenas 8% de novas vagas. Nas micro, pequenas e médias empresas apoiadas pelo BNDES, por meio dos bancos repassadores, o aumento de empregos foi de 29% no período.