27 de dezembro de 2006
BNDES aprova patrocínio de R$ 1,3 milhão para revitalização cultural de Bagé (RS)
Será assinado nesta sexta-feira, 29, às 10h, no auditório do palacete Pedro Osório, em Bagé, contrato de patrocínio, no âmbito da Lei Rouanet, para a Associação dos Amigos do IMBA – AMIMBA, no valor de até R$ 1.3 milhão. Participam do ato o assessor da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para assuntos de Cultura, Sérgio Sá leitão, o prefeito Luiz Fernando Mainardi, a secretária de cultura, Jussara Carpes, representantes da Câmara dos Vereadores e demais autoridades locais.
Do valor acima, R$ 800 mil serão destinados ao projeto cultural Restauro do Centro Administrativo da Prefeitura de Bagé e um total de até R$ 500 mil para a reforma e recuperação da secretaria de Cultura que funciona no Palacete Pedro Osório.
O projeto para o Centro Administrativo da prefeitura de Bagé visa a recuperação da antiga estação ferroviária da cidade. O prédio está localizado em área de grande visibilidade e encontra-se deteriorado pela ação do tempo e pelas inúmeras modificações internas feitas ao longo dos anos, o que descaracterizou a planta original da antiga estação férrea. As ações visam a sua utilização como um espaço voltado para a arte, a ser denominada “Sala de Exposição BNDES”. A restauração integra um conjunto de ações de revitalização urbana e patrimônio histórico, planejadas e implantadas pela prefeitura.
Também faz parte do projeto a reforma e a revitalização do espaço do saguão. Será feito um trabalho de impermeabilização e obras na estrutura, forros e pisos, além de revestimentos, esquadrias, instalações de água, esgoto, pluvial elevadores, muros, vidros e banheiros.
O prédio da antiga estação ferroviária foi construído em 1929, após um incêndio que destruiu a primeira estação, datada de 1884. Composto por dois pavimentos com marquises de vidro sustentadas por ferro trabalhado, o prédio passou a integrar o cenário da cidade através do movimento gerado pelo transporte de cargas e passageiros, atraindo pessoas nos horários de chegada e saída dos trens. Em 1970 os trilhos saíram do centro da cidade e o prédio passou para a refeitura de Bagé.
Palacete - No que diz respeito às obras no Palacete Pedro Osório, o projeto prevê a restauração do prédio, no qual serão abertos espaços à comunidade, para o desenvolvimento de diversas atividades culturais relacionadas às artes plásticas e cênicas e à música. Estão previstas também a instalação do acervo da pinacoteca municipal e a ambientação do escritório do Dr. Pedro Osório, a fim de torná-lo atraente à visitação pública.
Serão recuperados pisos e contrapisos internos, revestimentos internos e externos das paredes deterioradas, forros, parcial de cobertura, parte das instalações elétricas e telefônica. O auditório receberá luminárias e cadeiras.
O palacete acolhe alunos da escola estadual situada na área e serve também para encontros, palestras e reuniões com até 300 pessoas. Além de sediar o setor administrativo da Secretaria Municipal de Cultura, são oferecidas oficinas de artesanato e violão em suas dependências. O uso cultural de seus espaços só não tem sido maior dada às más condições do prédio.
O apoio dado pelo BNDES levou em conta o amplo benefício público dos projetos, a relação com programas culturais, educativos, sociais, urbanísticos ou turísticos, o plano de sustentabilidade e a situação do entorno da área.
A cidade de Bagé foi fundada em 1811 e se localiza a sudoeste do Rio Grande do Sul, fazendo divisa com o Uruguai. A base econômica do município é a agricultura e a pecuária, hoje em transição para comércio e serviços. A cidade possui forte tradição cultural. Lá ocorrem dois grandes festivais de música e dança: o “Galponeira da Canção e o “Dança Bagé”.