BNDES apoia restauro de casarão de Santos que irá sediar Museu Pelé
Com a presença de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assinou nesta sexta-feira, 21 de agosto, contrato de apoio financeiro no valor de R$ 6 milhões, para a reconstrução e restauro do Casarão do Valongo, palacete neoclássico situado no centro histórico de Santos, destinado a sediar o futuro Museu Pelé
Com a presença de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assinou nesta sexta-feira, 21 de agosto, contrato de apoio financeiro no valor de R$ 6 milhões, para a reconstrução e restauro do Casarão do Valongo, palacete neoclássico situado no centro histórico de Santos, destinado a sediar o futuro Museu Pelé. O projeto constitui uma importante etapa no processo de revitalização turística e cultural da zona portuária da cidade de Santos. Os recursos foram concedidos no âmbito da Lei Rouanet.
A cerimônia ocorreu na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. Também participaram o prefeito de Santos, João Paulo Papa; a secretária de Turismo da cidade de Santos, Vânia Seixas; e Luiz Moura, presidente da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Amabrasil, responsável pelo projeto vencedor para a organização do Museu Pelé.
Ao dar as boas vindas a Pelé e discursar sobre o apoio do Banco, Coutinho citou a tradição do BNDES e seu pioneirismo no restauro do patrimônio histórico brasileiro, aliada à alegria de recuperar um bem importante para a o País, cujo uso será o de guardar a memória de Pelé. “Santos tem um acervo muito importante e, sem dúvida, é uma alegria poder coordenar o restauro de um casarão que é uma preciosidade, hoje em ruínas, e colocar neste espaço histórico a memória de um menino que aos 17 anos assombrou o mundo”, disse Coutinho, referindo-se à atuação do atleta na Copa do Mundo de 1958.
Pelé, por sua vez, disse estar extremamente contente e agradecido. “O BNDES fez com que esse museu aconteça e eu só tenho a agradecer”, concluiu, emocionado.
Segundo o prefeito João Paulo Papa, para todos os santistas “Pelé é um irmão. A vida do Pelé nos é muito cara. Há muitos anos ele sonha em deixar esse legado ás novas gerações e aliar isso à recuperação desse casarão, que é uma marca na cidade de Santos. Somos gratos pelo apoio do BNDES à perpetuação dessa marca que é o Pelé.”
Antes da assinatura do apoio, o presidente Luciano Coutinho e Pelé assistiram lado a lado a um filme institucional com descrição do projeto do futuro museu e lances que resultaram nos gols antológicos do rei.
O filme descreve o imóvel, com aproximadamente 3.500 m2 , e que ocupa todo um quarteirão na Zona Portuária de Santos (SP). Dois grandes incêndios, alguns desabamentos e décadas de abandono fizeram com que o conjunto, concluído em 1872, esteja hoje em ruínas. Por isso, será necessário reconstruir todo o interior do imóvel, além de boa parte das paredes externas.
Apesar da deterioração, o prédio ainda mantém a configuração estética neoclássica e elementos decorativos, revestimentos e fragmentos da construção que possibilitam a sua recuperação nos moldes originais.
As fases de restauro que contarão com a participação do BNDES são as de remoção de entulho, limpeza, fundação, estrutura, cobertura e molduras/ornamentos. Também as demolições e remoções, além da prospecção arqueológica. O BNDES custeará ainda as alvenarias externas em tijolo e pedra, além de outros itens que envolvem da pintura ao revestimento.
O edifício é um dos mais bem documentados da cidade de Santos, o que facilitará a recuperação de seus elementos arquitetônicos e decorativos. Foi utilizado como residência, centro administrativo da cidade e estabelecimento comercial hoteleiro. A destruição quase total do seu interior permitirá uma liberdade maior no uso dos espaços, inclusive de pavimentos e divisões. Serão criados vários vãos livres e alguns espaços com pavimentos duplos, não existentes na origem da construção. A adaptação às suas funções como museu, assim, será um elemento fundamental na estratégia de reconstrução do espaço interno.