BNDES recebe missão econômica do oeste da África
O BNDES recebeu na tarde desta terça-feira, 27, delegação da União Econômica e Monetária do Oeste da África - Uemoa. Os representantes da entidade demonstraram interesse na obtenção de financiamento para projetos de produção de etanol e outros biocombustíveis nos países da Uemoa.
O BNDES recebeu na tarde desta terça-feira, 27, delegação da União Econômica e Monetária do Oeste da África - Uemoa. Os representantes da entidade demonstraram interesse na obtenção de financiamento para projetos de produção de etanol e outros biocombustíveis nos países da Uemoa.
Recepcionados pelo chefe de departamento da Área Internacional Leonardo Botelho, eles foram informados que o banco poderá analisar projetos de empresas brasileiras que queiram fazer parcerias com companhias privadas africanas interessadas no desenvolvimento de projetos na área de biocombustíveis.
Também participaram da reunião o chefe e o gerente do Departamento de Biocombustíveis, Carlos Eduardo Cavalcant e Artur Milanez, e o gerente da Área de Comércio Exterior Guilherme Pfisterer. A Uemoa reúne oito países do oeste africano - Burkina Faso, Mali, Costa do Marfim, Senegal, Benin, Togo, Guiné Bissau e Nigéria. Somados, os países têm cerca de 100 milhões de habitantes.
Botelho deixou claro que o governo brasileiro quer ampliar a cooperação e o entendimento com os países da região. “Vemos muitas oportunidades para empresas africanas aqui, como para companhias brasileiras que queiram desenvolver projetos para produção de etanol e biocombustível. Nós estamos dispostos a apoiar empresas brasileiras que queiram investir nos países que integram a UEMOA”, frisou Botelho.
Carlos Eduardo disse que primeiro será preciso que o Banco conheça o ambiente de negócios no oeste africano. “Quando tivermos um mapeamento melhor, poderemos dar algum tipo de suporte de como financiar um projeto sucro-alcoleiro”, afirmou Carlos Eduardo. O chefe do departamento de biocombustíveis do Banco deixou claro que o banco pode dar algum suporte desde que os africanos mostrem alguns projetos.
Leo Botelho, que recebeu a missão africana junto como Embaixador do Brasil no Mali, Santiago Alcázar, disse aos representantes da UEMOA que o Banco tem uma carteira de crédito para a África estimada em US$ 2,5 bilhões e que recentemente criou uma estrutura específica para o apoio e o desenvolvimento de projetos na área de biocombustíveis, que compreende investimentos em instalação de plantas e produção de biocombustíveis no Brasil.
O executivo disse à delegação africana que no exterior o BNDES apóia projetos por meio de financiamento à exportação de bens e serviços brasileiros. Soumaïla Cissé, presidente da Comissão da UEMOA, disse que o Brasil é um exemplo para os africanos e que é preciso sair dos pequenos projetos para se fazer coisas mais estruturadas. Ele afirmou que pretende fazer a aproximação dos setores privados do oeste africano e do Brasil.
Artur Milanez, gerente da área de biocombustíveis do BNDES, esteve na África três vezes em 2009 dando apoio operacional à eventos coordenados pelos Ministérios de Relações Exteriores e de Desenvolvimento Econômico. “Além de nossa função operacional de apoiar nossos projetos agrícolas, industriais ou de co-geração a partir da biomassa, procuramos apoiar a inovação tecnológica. O Brasil ocupa uma liderança em energias renováveis, maxs entendemos que devemos nos preocupar com o futuro da geração de energia incentivando a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação tecnológica”,frisou Milanes.
Artur Milanes disse aos membros da UEMOA que o governo do Presidente Lula tem interesse em estimular outros países a produzirem etanol tal como o Brasil fez. “O etanol só se tornará uma commodity internacional quando existirem vários países exportadores”, salientou.
Soumaïla Cissé convidou o BNDES a ser sócio do Banco de Desenvolvimento do Oeste Africano que tem como, seus principais acionistas os Bancos Centrais da região, além de parceiros financeiros da Alemanha, da Bélgica e da China. Leo Botelho disse apenas que seria um prazer receber o presidente do banco no BNDES .