© Acervo BNDES/André Telles
A Casa da Marquesa de Santos, localizada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, foi construída em 1826 por ordens de Dom Pedro I para abrigar sua mais famosa amante, Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos.
O projeto arquitetônico de estilo neoclássico é atribuído ao francês Jean Pierre Pézérat, arquiteto particular de Dom Pedro I. Seu exterior é ricamente decorado com baixos-relevos que representam a mitologia greco-romana, tema que também aparece nos forros dos salões superiores, ambos de autoria dos irmãos Marc e Zephirin Ferrez. As pinturas decorativas originais são de Francisco Pedro do Amaral, discípulo de Debret.
Em 1829, o romance entre o imperador e sua amante chegou ao fim e o solar foi vendido. Desde então, passou por diversos proprietários, sendo o Barão de Mauá um dos mais famosos. Em 1938, a casa foi tombada pelo Iphan e na década de 1970 transformou-se em Museu do Primeiro Reinado. Esse permaneceu aberto ao público até 2011, quando o prédio foi fechado para restauro. Após a re-forma, o edifício será ocupado por um novo museu: o Museu da Moda.
O apoio do BNDES abrangeu a realização de intervenções emergenciais, além da restauração artística dos painéis de um dos salões, como parte do projeto piloto para sua futura restauração.