Organismos Internacionais
Na composição de seu orçamento de investimentos, além de recursos captados de fontes institucionais nacionais e dos provenientes das captações de mercado, o BNDES também conta com contratos de empréstimos firmados com organismos multilaterais e agências oficiais de crédito.
A política de captação de recursos praticada pelo BNDES junto aos diversos organismos financeiros internacionais, desde a sua fundação, tem como objetivo principal compor um orçamento apropriado para suas operações de crédito, com vistas a manter um endividamento balanceado, em termos de moedas, prazos e taxas de juros, uma vez que tais empréstimos, tradicionalmente, apresentam condições mais atrativas do que aquelas praticadas no mercado, contribuindo para a sustentabilidade financeira do BNDES.
As captações externas com organismos internacionais também contribuem para o cumprimento de dois temas estratégicos do BNDES - sustentabilidade financeira e atuação internacional do BNDES (T13 e T12), além de viabilizar a implementação da nossa diretriz estratégica de buscar a ampliação, gestão e diversificação de fontes de recursos, com foco na competitividade do BNDES (D29). Em última instância, as captações externas vão ao encontro de vários dos nossos objetivos estratégicos, pois ao contribuir para nosso equilíbrio financeiro, apoiam a expansão do desembolso e da carteira de crédito do Sistema BNDES, promovendo o desenvolvimento sustentável alinhado às políticas públicas vigentes.
O link abaixo contém informações sobre a data de contratação, o montante, o organismo credor, o objetivo e a finalidade de cada um dos contratos de empréstimo vigentes com organismos internacionais.
- Organismos internacionais por contrato (XLSX - 21 kB)
A decisão acerca da atratividade das captações, que contribuem positivamente para o planejamento financeiro do BNDES ao complementar as fontes de funding e trazerem maior conforto sob a ótica da gestão da liquidez, ocorre em conformidade com uma estrutura de governança rígida e considera os seguintes aspectos: a projeção de fluxo de caixa, a estratégia de liquidez do BNDES, o custo de referência de captações, a rentabilidade esperada da aplicação dos recursos captados, os custos relacionados à realização do hedge, os impactos tributários e as eventuais comissões.
Como fonte complementar de recursos, as captações líquidas de organismos internacionais (entradas – saídas de caixa) representaram cerca de 1,1% do fluxo de recursos do BNDES entre janeiro/23 e setembro/25.
No período de janeiro a setembro de 2025, o fluxo líquido de captações de recursos de organismos internacionais contribuiu com R$ 6,418 bilhões para a liquidez do BNDES, equivalente a 2,9% das entradas de recursos do Banco.
Conforme Declaração de Apetite por Riscos - RAS (Risk Appetite Statement) aprovada nas instâncias decisórias do BNDES, o BNDES possui baixo apetite por risco de flutuação em seu resultado motivadas pelo risco cambial. Nesse sentido, o risco cambial originário das captações externas ainda não repassadas em operações de crédito é mitigado por diversas estratégias de gerenciamento de riscos, tais como: investimentos em tesouraria internacional, contratação de swaps de moeda e contratação de derivativos de bolsa. Vale destacar que a gestão cambial do BNDES se dá pela exposição líquida em moeda estrangeira, ou seja, total dos ativos cambiais deduzido do total de passivos cambiais. Esta estratégia permite uma gestão mais eficiente e efetiva que a gestão por contrato.
Em 30 de setembro de 2025 o BNDES possuía a seguinte exposição líquida sujeita a impactos no resultado: