Rio de Janeiro, 07 de maio de 2026.

PROJETOS COM ESTUDO DISPONÍVEL OU AVISO DE LEILÃO

Parceria público-privada de esgotamento sanitário na Paraíba

O Governo do Estado da Paraíba publicou edital para a estruturação de uma parceria público-privada (PPP) destinada à prestação do serviço de esgotamento sanitário em 85 municípios do estado, integrantes das microrregiões de água e esgoto do Alto Piranhas e do Litoral e atendidos pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A entrega das propostas está prevista para 12 de maio de 2026, e a sessão pública da licitação ocorrerá em 15 de maio de 2026.

O projeto representa uma das maiores iniciativas de infraestrutura de saneamento da região, com previsão de cerca de R$ 3 bilhões em investimentos e prazo contratual de 25 anos, na modalidade de concessão administrativa. Sua modelagem foi elaborada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela estruturação jurídica, técnica e econômico-financeira do projeto.


A PPP tem como objetivo a universalização e modernização dos serviços de esgotamento sanitário, em conformidade com o Novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026, de 15 de julho de 2020). O modelo prevê a ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, com a modernização da infraestrutura existente e a promoção da sustentabilidade ambiental dos sistemas hídricos regionais. A iniciativa abrangerá uma população total de 1,65 milhão de habitantes, levando esgotamento sanitário para mais de 1 milhão de pessoas que ainda não têm acesso ao serviço.

O projeto Paraíba Saneamento representa uma oportunidade estratégica para investidores que desejam participar de um mercado em expansão, com forte impacto social e ambiental, além de retorno financeiro sustentado pela prestação de serviços essenciais em larga escala.

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Rota dos Sertões – rodovias federais na Bahia e em Pernambuco

O Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, publicou edital para a concessão dos serviços de operação, manutenção, recuperação e ampliação da infraestrutura rodoviária de trechos das rodovias federais BR-116/BA/PE e BR-324/BA, denominados “Rota dos Sertões”. A entrega das propostas está agendada para 25 de maio de 2026, e a sessão pública da licitação ocorrerá em 28 de maio de 2026.


Com estruturação do BNDES, o projeto contempla trecho de aproximadamente 429 km da BR-116 no estado da Bahia e 66 km em Pernambuco, além de trecho de 7,2 km da BR-324/BA que integra o anel viário do município de Feira de Santana (BA). Os trechos contemplados exercem papel estratégico de integração logística entre o Sudeste e o Nordeste. 
 

A concessão terá prazo contratual de trinta anos, com investimentos, em modelo brownfield, estimados em R$ 4,1 bilhões e voltados à modernização e à qualificação de infraestrutura rodoviária existente. As receitas do projeto serão provenientes da cobrança de tarifas de pedágio, e o critério de julgamento do leilão será o de menor tarifa.

A concessão inclui a realização de obras de recuperação, manutenção e melhorias operacionais ao longo de toda a malha concedida, visando o aumento da segurança viária, a redução dos tempos de deslocamento e a melhoria dos níveis de serviço aos usuários.

A concessão da “Rota dos Sertões” representa uma oportunidade estratégica para investidores, operadores rodoviários e fundos de infraestrutura ao combinar escala relevante, demanda consolidada, previsibilidade contratual e potencial de geração de receitas de longo prazo. A iniciativa busca promover ganhos de eficiência, elevar a qualidade da infraestrutura de transportes e estimular o desenvolvimento socioeconômico das regiões atendidas.

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Concessão de rodovias no Rio Grande do Sul – Bloco 2

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul publicou edital para concessão dos serviços de operação, recuperação, manutenção e ampliação da infraestrutura de transportes das rodovias integrantes do Bloco 2, em modelo de PPP estruturado com apoio do BNDES. A entrega das propostas está marcada para 3 de junho de 2026, e o leilão para 10 de junho de 2026, na B3, em São Paulo (SP).


O critério de julgamento será o de menor tarifa quilométrica de pedágio, considerando a tarifa máxima de R$ 0,1920. O projeto abrange aproximadamente 409 km de extensão, incluindo trechos das rodovias ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324 e RSC-453, localizadas no Vale do Taquari e no norte do estado, regiões de forte atividade agropecuária e industrial.


A concessão prevê investimentos estimados em R$ 6 bilhões ao longo de trinta anos, com destaque para 182 km de duplicações e 71,5 km de terceiras faixas, além de 345 km de acostamentos, 148 dispositivos de intersecção e 37 passarelas de pedestres. Contará ainda com sistema de pedágio free flow, ampliando a eficiência e a comodidade para os usuários.


O projeto, que atenderá diretamente 32 cidades, abrangendo cerca de 17,5% da população do estado, busca atrair investidores privados para modernizar a infraestrutura rodoviária, gerar impacto socioeconômico positivo e fortalecer a competitividade regional.


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Concessão florestal na gleba Castanho  

 

Com apoio do BNDES, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) lançaram o edital para a concessão florestal na gleba Castanho, área pública localizada no município de Careiro (AM). As propostas devem ser entregues no dia 6 de julho de 2026.


O edital representa a primeira concessão de uma gleba pública federal para manejo florestal sustentável realizada fora de uma unidade de conservação. A iniciativa integra o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal e está prevista no Plano Plurianual de Outorga Florestal 2024-2027.


O projeto abrange 59,9 mil hectares e prevê investimentos em infraestrutura de mais de R$ 20 milhões, além de R$ 57 milhões nos serviços de operação nos primeiros cinco anos da concessão. O edital estabelece ainda a obrigatoriedade de investimentos em projetos de interesse das comunidades do entorno, por meio de encargos acessórios, a serem executados pelas concessionárias.


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Gestão de parques urbanos – Estado de São Paulo


O Governo do Estado de São Paulo publicou edital para a estruturação de PPP destinada à gestão, operação, manutenção e modernização de seis parques urbanos localizados na capital paulista. A iniciativa integra o Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP) e tem como objetivo qualificar a prestação de serviços, ampliar a infraestrutura e potencializar o uso sustentável desses espaços públicos. A entrega das propostas está prevista para 1º de julho de 2026, e a sessão pública da licitação ocorrerá em 7 de julho de 2026, na B3, em São Paulo (SP).


O projeto abrange ativos relevantes sob gestão da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), totalizando cerca de 19, milhões de metros quadrados de áreas públicas. Estão incluídos o Parque Estadual do Belém Manoel Pitta, o Parque da Juventude Dom Paulo Evaristo Arns, o Parque Ecológico do Tietê – Núcleo de Lazer Engenheiro Goulart, o Parque Engenheiro Arnaldo de Queiroz e Silva – Núcleo de Lazer Vila Jacuí, o Núcleo de Lazer Maria Cristina Hellmeister de Abreu e o Núcleo de Lazer Itaim Biacica. Esses ativos apresentam elevado potencial de visitação e desempenham papel estratégico na oferta de lazer, cultura e serviços ambientais em regiões densamente povoadas da cidade.


Classificado como projeto brownfield, o modelo prevê cerca de R$ 144,7 milhões em investimentos ao longo do contrato, com foco na requalificação da infraestrutura existente, ampliação das áreas de lazer e implantação de novos equipamentos esportivos e de convivência. A concessão terá prazo de trinta anos e manterá o acesso gratuito aos parques, preservando seu caráter público.


O critério de julgamento da licitação será o de menor valor de contraprestação pública, mediante a oferta do maior percentual de desconto sobre a contraprestação máxima, estipulada em R$ 37,7 milhões anuais. A modelagem contratual incorpora metas de desempenho e indicadores de qualidade, incentivando ganhos de eficiência operacional e melhoria contínua dos serviços prestados.


A receita do parceiro privado será composta pela contraprestação pública e por receitas acessórias associadas à exploração de atividades econômicas compatíveis com os usos dos parques, como serviços de alimentação, eventos, locações e atividades recreativas, respeitados os parâmetros ambientais e urbanísticos aplicáveis.


O projeto apresenta demanda consolidada, tendo em vista que esses espaços receberam cerca de 7 milhões de visitantes em 2025. A iniciativa contempla ainda a reativação de estruturas atualmente subutilizadas, como equipamentos esportivos e áreas de apoio, além da reabertura de ativos relevantes, como o conjunto aquático do Parque Ecológico do Tietê.


Entre os principais benefícios esperados destacam-se a melhoria da infraestrutura urbana, a ampliação da acessibilidade, a adoção de soluções sustentáveis (como reuso de água, energia solar e gestão de resíduos), o fortalecimento da educação ambiental e a geração de emprego e renda nas comunidades do entorno.


A PPP de gestão de parques urbanos do Estado de São Paulo representa uma oportunidade estratégica para investidores e operadores especializados em ativos urbanos e ambientais ao combinar escala relevante, previsibilidade contratual e potencial de geração de receitas acessórias, com impacto socioambiental positivo e alinhamento às diretrizes de desenvolvimento sustentável.


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Parceria público-privada de atenção primária à saúde em Jaboatão dos Guararapes

O Município de Jaboatão dos Guararapes (PE) publicou edital para a estruturação de parceria público-privada (PPP) destinada à modernização da infraestrutura e à melhoria dos serviços de apoio à atenção primária à saúde (APS). A entrega das propostas ocorrerá em 10 de agosto de 2026 e a sessão pública da licitação em 13 de agosto de 2026, ambos na sede do Complexo Administrativo da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes.


O projeto piloto do município contempla a requalificação de cinco Unidades de Saúde da Família (USF), com foco na melhoria da infraestrutura física e na prestação de serviços não assistenciais, mantendo sob responsabilidade do poder público municipal a gestão clínica e a contratação de profissionais de saúde. Assim, o escopo do projeto inclui a execução de obras de modernização e a prestação de serviços não clínicos, como manutenção predial, limpeza, portaria, vigilância e apoio operacional às unidades. A iniciativa integra esforços para ampliar a qualidade e a eficiência do atendimento à população no segundo maior município do estado de Pernambuco. A separação entre atividades assistenciais e não assistenciais visa aumentar a eficiência da gestão, permitindo que as equipes de saúde se concentrem na prestação dos serviços médicos à população.


A PPP será estruturada na modalidade de concessão administrativa, com prazo contratual de 19 anos e investimentos estimados em R$ 36,6 milhões. O modelo é classificado como brownfield e tem como fonte de receita a contraprestação pública, a ser paga pelo poder concedente. O critério de julgamento será o menor valor de contraprestação pública mensal máxima, incentivando a eficiência na prestação dos serviços ao longo do contrato.


A iniciativa beneficiará diretamente cerca de 56 mil pessoas, contribuindo para a melhoria das condições de atendimento na rede de atenção primária. O projeto também incorpora diretrizes de desempenho e qualidade, com monitoramento contínuo dos serviços prestados pela concessionária.


A modelagem foi desenvolvida no âmbito do PSPInfra, iniciativa voltada à estruturação de projetos de infraestrutura com participação privada em municípios brasileiros realizada pelo BNDES, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela International Finance Corporation.A PPP de APS de Jaboatão dos Guararapes representa uma oportunidade para investidores e operadores especializados em infraestrutura social, ao combinar demanda estável por serviços essenciais, previsibilidade contratual e impacto social direto. O projeto reforça o potencial das PPPs no setor de saúde, promovendo ganhos de eficiência, melhoria da qualidade dos serviços públicos e ampliação do acesso da população à infraestrutura adequada.


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PROJETOS EM AUDIÊNCIA OU CONSULTA PÚBLICA

​​Parceria público-privada para o Centro Administrativo Fernando Ferrari


O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em conjunto com o BNDES, estrutura um projeto de parceria público-privada (PPP), na modalidade de concessão administrativa, para a reforma, modernização, operação e manutenção do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), localizado no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre (RS). A iniciativa encontra-se em fase de estudos e tem como objetivo qualificar a infraestrutura física e operacional de um dos principais complexos administrativos do Estado, ao mesmo tempo em que promove sua integração ao tecido urbano da capital gaúcha. Uma consulta pública foi aberta e está ocorrendo entre 6 de abril e 15 de maio de 2026.

Com investimentos estimados em R$ 150 milhões, o projeto abrange uma área aproximada de nove hectares e contempla a requalificação das edificações existentes – incluindo o prédio principal do CAFF, o edifício da Secretaria da Educação (Seduc) e o prédio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) –, além da construção de novas estruturas e da reorganização do uso do espaço, que atualmente é em grande parte ocupado por estacionamentos horizontais. A modelagem prevê a implantação de edifícios-garagem, liberando áreas para circulação de pedestres, convivência e instalação de atividades comerciais e de serviços, com potencial de dinamização econômica do entorno.

A proposta busca transformar o complexo em um centro administrativo aberto, moderno e acessível, por meio da remoção de barreiras físicas e maior permeabilidade urbana, permitindo o uso do espaço pela população em geral. Nesse contexto, o projeto incorpora diretrizes de eficiência energética, acessibilidade e sustentabilidade, com vistas à redução de custos operacionais e à melhoria das condições de trabalho dos servidores públicos.

Estruturado como concessão administrativa, o modelo prevê remuneração do parceiro privado por meio de contraprestação pública, associada à prestação de serviços de gestão, operação e manutenção, podendo ser complementada por receitas acessórias decorrentes da exploração econômica de áreas do complexo. A iniciativa busca atrair operadores e investidores com experiência em ativos imobiliários e infraestrutura urbana ao combinar previsibilidade contratual, escala de investimento e potencial de geração de receitas de longo prazo.


Ao concentrar secretarias e órgãos em um único espaço, o projeto tende a promover ganhos de eficiência administrativa, maior integração entre equipes e melhoria na prestação de serviços públicos. Adicionalmente, a requalificação do CAFF representa uma oportunidade relevante de valorização urbana em área estratégica de Porto Alegre, contribuindo para a revitalização do entorno, a geração de empregos e o fortalecimento da atividade econômica local.

A iniciativa se insere no contexto de modernização da gestão pública estadual e representa uma oportunidade para o setor privado participar da transformação de um ativo público de grande relevância, aliando retorno econômico à qualificação do ambiente urbano e à melhoria dos serviços prestados à população.

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​Parceria público-privada de esgotamento sanitário no Rio Grande do Norte

Permanece aberta até 29 de maio de 2026 a Consulta Pública 01/2026, promovida pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) para a estruturação de parceria público-privada destinada à universalização e modernização dos serviços de esgotamento sanitário em 48 municípios integrantes das Microrregiões de Água e Esgoto Central-Oeste e Litoral-Seridó. O projeto representa uma das principais oportunidades atuais no setor de saneamento no Nordeste, combinando escala regional, demanda reprimida e elevado potencial de impacto socioeconômico.


A modelagem em desenvolvimento prevê contrato de concessão administrativa com prazo de 25 anos, no qual a Caern permanecerá como poder concedente e contratante dos serviços, cabendo ao parceiro privado vencedor do futuro certame a execução de investimentos, a operação e o cumprimento de metas de atendimento e desempenho. A iniciativa está alinhada às diretrizes do Novo Marco Legal do Saneamento e tem como objetivo elevar a cobertura de esgotamento sanitário para 90% da população até 2033.


O projeto abrange população total de aproximadamente 1,88 milhão de habitantes, entre população residente e flutuante. São previstos investimentos de cerca de R$ 3,9 bilhões, com foco na expansão da coleta e do tratamento de esgoto, modernização de ativos existentes e melhoria da eficiência operacional dos sistemas.


Além da relevância ambiental associada à melhoria da qualidade hídrica e redução da poluição, a PPP tende a gerar benefícios estruturais em saúde pública, produtividade econômica, valorização imobiliária e fortalecimento da atividade turística em diversas regiões do estado. Trata-se, portanto, de ativo com forte componente ESG (environmental, social and governance) e receitas vinculadas à prestação de serviço essencial de longo prazo.


A consulta pública constitui etapa estratégica para o aperfeiçoamento da modelagem jurídica, técnica e econômico-financeira antes da publicação do edital, oferecendo ao mercado a oportunidade de conhecer antecipadamente a estrutura do projeto e contribuir para seu desenho final. Para investidores e operadores especializados em infraestrutura de saneamento, o empreendimento se apresenta como plataforma relevante de entrada ou expansão no mercado regional brasileiro.


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RESULTADOS DE LEILÃO

​Restauração da floresta nacional do Bom Futuro 


Foi realizado, em 25 de março de 2026, na sede da B3, em São Paulo (SP), o leilão para a concessão florestal destinada à restauração de áreas degradadas na floresta nacional (Flona) do Bom Futuro, localizada em Porto Velho (RO). O projeto, estruturado pelo BNDES em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), representa a primeira  concessão federal voltada prioritariamente à restauração ecológica com geração de créditos de carbono.  


O certame teve como vencedora a empresa Re.green, que apresentou proposta para a Unidade de Manejo Florestal II (UMF II), comprometendo-se a repassar ao Governo Federal o equivalente a 0,7% da receita operacional bruta auferida ao longo do contrato. A concessão prevê investimentos aproximados de R$ 87 milhões e prazo de quarenta anos. Não foram apresentadas propostas para a unidade de manejo florestal I (UMF I), cuja modelagem está sendo reavaliada pelo poder público, e estima-se que novo leilão ocorrerá ainda no primeiro semestre deste ano.


A área total da Flona do Bom Futuro destinada ao projeto é de cerca de 90 mil hectares, dos quais previa-se que aproximadamente 12,4 mil passariam por restauração florestal ao longo do período contratual. No caso da UMF II, a área concedida contempla cerca de 6 mil hectares de áreas degradadas a serem recuperadas, além de aproximadamente 34 mil hectares de floresta nativa conservada.


A principal fonte de receita do projeto será a comercialização de créditos de carbono, com potencial estimado de geração superior a 1,3 milhão de toneladas de CO₂ equivalente ao longo da concessão. O modelo também admite, de forma complementar, a exploração sustentável por meio da silvicultura de espécies nativas em áreas específicas, conforme diretrizes técnicas e ambientais estabelecidas no Plano de Manejo.


O modelo de concessão incorpora mecanismos voltados à promoção de benefícios socioambientais, incluindo a destinação de recursos para pesquisa científica, educação ambiental, proteção florestal e apoio às comunidades do entorno. Estão previstas, ainda, iniciativas de inclusão social com estímulo à participação de povos indígenas, como a população Karitiana, ações afirmativas de gênero e fortalecimento da economia local por meio da contratação de mão de obra regional e aquisição de insumos, como sementes.

A iniciativa está alinhada às metas do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que estabelece o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. Nesse contexto, o projeto da Flona do Bom Futuro contribui para o avanço da agenda de restauração no país, ao mesmo tempo em que estrutura um modelo inovador de atração de capital privado para projetos de impacto ambiental positivo, consolidando o Brasil como referência em concessões florestais voltadas à economia verde.


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Parceria público-privada de infraestrutura escolar em Minas Gerais


Em 30 de março de 2026, na sede da B3, em São Paulo (SP), foi realizado o leilão para a concessão administrativa de serviços de infraestrutura e apoio não pedagógico em 95 unidades da rede pública estadual de educação de Minas Gerais. O projeto, estruturado com apoio do BNDES, prevê a modernização da infraestrutura escolar e a melhoria da prestação de serviços ao longo de 25 anos de contrato.


O fundo IG4 BTG Pactual Health Infra apresentou a menor proposta de contraprestação pública mensal máxima, no valor de R$ 22,35 milhões, representando deságio de 14,17% em relação ao valor estabelecido em edital, cumprindo, portanto, o critério de julgamento adotado na modelagem do projeto. O processo está em fase de homologação do resultado do certame.


A concessão contempla a prestação de serviços não pedagógicos, incluindo reforma, conservação e manutenção predial, gestão de utilidades (água, energia, gás e esgoto), limpeza, jardinagem, vigilância, controle de acesso, além de serviços de tecnologia da informação, com disponibilização de internet nas unidades. As atividades pedagógicas permanecem sob responsabilidade do poder público estadual.


O projeto abrange 95 escolas distribuídas em 34 municípios mineiros e deverá beneficiar milhares de estudantes ao longo da vigência contratual. Estão previstos investimentos significativos para a requalificação da infraestrutura, incluindo melhorias em salas de aula, bibliotecas, laboratórios, cozinhas, refeitórios, quadras esportivas e áreas de convivência.


A iniciativa está estruturada para promover maior eficiência na gestão dos serviços de apoio, permitindo que as equipes pedagógicas concentrem esforços nas atividades educacionais. O modelo também busca padronizar a qualidade da infraestrutura e dos serviços prestados nas unidades escolares, contribuindo para melhores condições de ensino e aprendizagem.


O projeto reforça o papel das PPPs como instrumento para a ampliação e qualificação da infraestrutura social no país, ao combinar investimento privado, ganhos de eficiência operacional e manutenção da responsabilidade pública sobre o conteúdo pedagógico e a oferta gratuita do ensino.


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​Concessão florestal nas florestas estaduais do Iriri e do Paru


Em 31 de março de 2026, em Belém (PA), foi realizada a licitação para a concessão do manejo florestal sustentável nas florestas estaduais do Iriri e do Paru (PA). O certame, estruturado pelo BNDES em apoio ao Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), resultou na arrecadação de mais de 

R$ 42 milhões em outorgas fixas e contou com a participação de 15 licitantes. 


A concessão foi dividida em seis unidades de manejo florestal (UMF), distribuídas entre as duas florestas estaduais. Na floresta estadual do Iriri (Flota Iriri), as empresas Cichelero Indústria, Comércio e Exportação de Madeiras e Curua Florestal Ltda. apresentaram as propostas vencedoras das duas UMFs. Na floresta estadual do Paru (Flota Paru), após reabertura da sessão pública em 24 de abril de 2026, foram declaradas vencedoras as empresas Arapuã Florestal Ltda. (com duas UMFs), MCS Agroflorestal e Construção Civil Ltda. e TMBR Serviços Florestas Eireli.


O projeto abrange uma área relevante de florestas públicas na região da Calha Norte do rio Amazonas e no sudoeste paraense. Na Flota Paru, com cerca de 3,6 milhões de hectares, aproximadamente 595 mil hectares foram incluídos na concessão. Já na Flota Iriri, com cerca de 440 mil hectares, pouco mais de 223 mil hectares integram o projeto. Consideradas em conjunto, as concessões ampliam em cerca de 120% a área concedida no estado, mais que dobrando sua extensão atual.


O modelo de concessão foi estruturado para viabilizar a exploração sustentável de produtos madeireiros, não madeireiros e serviços florestais, conciliando viabilidade econômica, conservação ambiental e desenvolvimento local. Estão previstos investimentos estimados de aproximadamente R$ 590 milhões ao longo dos contratos, sendo cerca de R$ 340 milhões na Flota Paru e R$ 250 milhões na Flota Iriri.


Os contratos estabelecem obrigações socioambientais relevantes, incluindo investimentos anuais entre R$ 2 e R$ 5 por hectare em ações sociais, além de encargos adicionais de R$ 5 a R$ 10 por metro cúbico de madeira produzida, destinados à pesquisa, monitoramento, fiscalização, educação ambiental e apoio a comunidades locais, incluindo populações indígenas. O modelo também incentiva o processamento local da produção florestal, contribuindo para a geração de emprego e renda nas regiões de entorno.


A iniciativa reforça a estratégia de promoção da bioeconomia no estado do Pará e consolida o papel das concessões florestais como instrumento para a gestão sustentável de florestas públicas, alinhando a valorização dos ativos ambientais amazônicos à atração de investimentos privados e à conservação da biodiversidade.


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​Rodovias federais BR-116/MG e BR-251/MG (Rota das Gerais)


Em 31 de março de 2026, na sede da B3, em São Paulo (SP), foi realizado o leilão para a concessão dos serviços de operação, manutenção, recuperação e ampliação das rodovias federais BR-116/MG e BR-251/MG, no estado de Minas Gerais. O projeto, estruturado com apoio do BNDES, abrange um sistema rodoviário de 734,9 km de extensão e representa um importante eixo de integração entre as regiões Sudeste e Nordeste do país.


O certame teve como vencedora a EcoRodovias, que apresentou proposta com deságio de 19% sobre a tarifa básica de pedágio estabelecida no edital. O critério de julgamento adotado foi o de menor tarifa, conforme previsto na modelagem da concessão. O contrato terá prazo de trinta anos.


O projeto prevê investimentos estimados em R$ 7,3 bilhões ao longo da concessão, com foco na modernização da infraestrutura existente e na ampliação da capacidade viária. Entre as principais intervenções estão a duplicação de aproximadamente 186 km de rodovias, a implantação de cerca de 160 km de faixas adicionais, além da construção de passarelas, pontos de parada e descanso para usuários e melhorias operacionais ao longo de todo o trecho concedido.


Destaca-se ainda a implantação de contorno viário no município de Teófilo Otoni (MG) com o objetivo de melhorar a fluidez do tráfego urbano e reduzir conflitos entre o tráfego de longa distância e a circulação local. As intervenções previstas visam elevar os níveis de segurança viária, reduzir o tempo de deslocamento e aumentar a eficiência logística da região.


Os trechos concedidos desempenham papel estratégico no escoamento da produção agropecuária e mineral do norte e nordeste de Minas Gerais, além de integrarem importantes corredores logísticos nacionais. A melhoria da infraestrutura dessas rodovias tende a impulsionar o desenvolvimento regional, especialmente em áreas como o Vale do Jequitinhonha (MG), contribuindo para a atração de investimentos e a dinamização econômica.


O projeto da Rota das Gerais reforça o papel das concessões como instrumento para ampliar a capacidade de investimento, promover ganhos de eficiência e elevar a qualidade dos serviços prestados aos usuários.


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