28 de outubro de 2004
BNDES aprova financiamento de R$ 32,7 milhões para a Aethra
· Indústria de autopeças se compromete a gerar mais 230 empregos diretos
· Recursos são provenientes da linha de capital de giro (Progeren)
A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de capital de giro à empresa Aethra Componentes Automotivos Ltda., no valor de R$ 32,7 milhões, que possibilitará a criação de 230 empregos diretos nos próximos 12 meses.
A operação foi autorizada no âmbito do Programa de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (Progeren), que exige contrapartidas à empresa financiada. Por meio de relatório especial emitido por empresa de auditoria independente, cadastrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Aethra obriga-se a comprovar, dentro de 12 meses, o cumprimento das metas acertadas com o BNDES em termos de crescimento da produção, da receita operacional bruta e do número de empregos formais, com carteira assinada.
Autopeças – A empresa Aethra Componentes Automotivos Ltda. opera no setor de autopeças. Já possui seis unidades industriais em Minas Gerais – três em Contagem e as demais em Betim, Belo Horizonte e Juiz de Fora. Está implantando mais duas fábricas: em São José dos Pinhais, no Paraná, para produção de autopeças, e em Resende, no Estado do Rio de Janeiro, para montagem de cabines de caminhões.
No setor automobilístico, a Aethra atua em parceria com praticamente todas as montadoras instaladas no País, no desenvolvimento de veículos para produção em série. É a maior fornecedora brasileira em sua linha de produtos, que abrangem os seguintes itens: conjuntos soldados para carrocerias (chassis completos e assoalhos); estampados de médio e grande portes; eixos e travessas para suspensão; sistemas completos dos reservatórios de combustível; bagageiros; e ferramentais desenvolvidos para novos veículos.
O custo do financiamento será equivalente à TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), que atualmente é de 9,75% ao ano, acrescida de juros de 3,5% ao ano, com prazo de carência de 12 meses e amortização em mais 12 meses. Caso a empresa não comprove a criação dos 230 empregos diretos e não atinja a meta de crescimento de 18,06% em sua receita operacional bruta, os juros adicionais passarão a ser de 9% ao ano.