Gestão de riscos e controles internos


A gestão de riscos no BNDES tem como um de seus principais objetivos contribuir para sustentabilidade financeira da instituição monitorando as perdas financeiras potenciais decorrentes dos riscos de crédito, mercado, liquidez e operacional, do cálculo do capital para fazer frente aos riscos e da avaliação da adequação dos controles internos da instituição.

As Políticas Corporativas de Gestão de Riscos e de Controles Internos estabelecem responsabilidades, princípios, diretrizes, processos e procedimentos necessários à identificação, mensuração, monitoramento, controle e mitigação dos riscos aos quais o BNDES está exposto.

Compõem a estrutura de gerenciamento de risco e de controles internos do BNDES: Conselho de Administração; Diretoria; Comitê de Gestão de Riscos; subcomitês de Gestão de Risco de Crédito, de Risco de Mercado e de Risco Operacional e Controles Internos; e unidades dedicadas ao gerenciamento de riscos.

O capítulo Desempenho do BNDES em 2012 descreve os principais avanços nos processos da instituição, em especial nos processos de gestão de risco e controles internos.

GESTÃO DE RISCO DE CRÉDITO

A gestão de risco de crédito[4] no BNDES permeia todo o processo de concessão, monitoramento, cobrança e recuperação de créditos, englobando a atuação de diversas áreas.

O BNDES calcula mensalmente as exposições ponderadas por fator de risco que compõem a parcela requerida pela legislação vigente para a cobertura do risco de crédito. Adicionalmente, o BNDES elabora estimativas próprias para os diferentes componentes do risco da carteira de créditos, com vistas a avaliar potenciais perdas financeiras.

O Banco, mediante o Comitê de Gestão de Riscos, monitora os resultados da apuração de limites regulamentares internos e externos, entre eles, limites de exposição por cliente e ao setor público, limites setoriais, além de diversos indicadores relacionados à carteira do BNDES, como inadimplência e créditos baixados como prejuízo, qualidade da carteira e provisionamento, concentração por grupo econômico e por setor de atividade, entre outros.

GESTÃO DE RISCO DE MERCADO E LIQUIDEZ

O Comitê de Gestão de Riscos é regularmente informado sobre a evolução dos principais indicadores de risco de mercado, liquidez e de limites de descasamento, permitindo o acompanhamento da exposição ao risco de mercado do BNDES pela alta administração.

O BNDES apura e monitora as parcelas de capital regulamentar relativas ao risco de mercado[5] exigidas pelo órgão regulador através de um sistema integrado, que opera de forma automática e com reduzido risco de falhas operacionais, o que complementa o controle do risco de mercado da instituição. O Banco também apura os limites gerenciais internos, relacionados aos descasamentos por fator de risco de mercado, oriundos do conjunto de suas operações.

O risco de liquidez [6] é gerenciado com metodologias e modelos que visam garantir a capacidade de pagamento da instituição, considerando o planejamento financeiro, os limites de risco e a otimização dos recursos disponíveis.

GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL

A gestão de risco operacional [7] no BNDES contempla a identificação e avaliação dos riscos operacionais em processos e em novos produtos e serviços; a identificação de ameaças potenciais sobre a continuidade dos negócios e seus impactos, como também a prevenção e resposta a interrupções; a captura e análise de informações sobre perdas; e o cálculo da parcela do capital regulamentar referente ao risco operacional.

CONTROLES INTERNOS

O BNDES promove o contínuo aprimoramento dos controles internos[8] mediante a realização de atividades de verificação de conformidade aos normativos internos e externos, bem como a avaliação dos riscos e controles internos dos processos de trabalho. As conclusões das avaliações realizadas são submetidas ao Comitê de Gestão de Riscos, por meio do Subcomitê de Gestão de Risco Operacional e Controles Internos, e à Alta Administração. 

  

4. O risco de crédito corresponde à possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes do não cumprimento, pelo tomador ou pela contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas nas renegociações e aos custos de recuperação.

5. O risco de mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas financeiras resultantes da alteração nos valores de mercado de posições ativas e passivas detidas pela instituição, entre as quais se incluem os riscos das operações sujeitas à variação da cotação de moeda estrangeira, das taxas de juros, dos preços das ações e dos preços de mercadorias (commodities).

6. O risco de liquidez corresponde à possibilidade de ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis – descasamentos entre pagamentos e recebimentos – que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição, levando-se em consideração as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações.

7. O risco operacional se refere à possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas ou de eventos externos. O conceito inclui o risco legal, associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros, decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição. Diferentemente dos riscos de mercado e de crédito, sua gestão e mitigação envolvem todas as áreas da instituição.

8. Os controles internos são procedimentos presentes em todos os níveis da instituição, desenhados para mitigar riscos e prover segurança de que as atividades sejam realizadas em conformidade com as normas internas e externas, de que os processos sejam executados com eficiência e eficácia e de que sejam disponibilizadas informações confiáveis para suporte à tomada de decisão.