BNDES financia com R$ 60,8 milhões expansão da White Martins no ES, SP e PE
O BNDES financiará com R$ 60,8 milhões a implantação de novas unidades industriais do Grupo White Martins nos municípios de Serra (ES), Paulínia (SP) e Recife (PE). Os recursos do Banco correspondem, respectivamente, a 31% desses investimentos que serão realizados pelo grupo no Espírito Santo; 33%, em São Paulo; e 17%, em Pernambuco. A White Martins opera no Brasil desde 1912, quando foi implantada sua primeira fábrica de oxigênio, no Rio de Janeiro. Ela é controlada pela Praxair, empresa norte-americana líder mundial na indústria de gases, com 25 mil empregados em 40 países, dos quais 4.200 estão no Brasil.
Em Serra, serão construídas duas unidades de fabricação de gases. A primeira terá capacidade para produção de 721 toneladas por dia de oxigênio e 710 toneladas por dia de nitrogênio. A segunda, fabricará 976 toneladas por dia de oxigênio. Ambas pertencem à empresa White Martins Gases Industriais Ltda (Gilda) e destinam-se a abastecer a CST (Companhia Siderúrgica Tubarão), permitindo que essa empresa possa ampliar sua produção de placas de aço. O BNDES financiará o projeto com R$ 34,7 milhões, 31% do investimento total.
Outro projeto de expansão da Gilda é a implantação de unidade liquefação de gás natural, em Paulínia, com capacidade nominal de 380 mil metros cúbicos diários. Serão construídos também um tanque de estocagem do GNL (gás natural liquefeito) e uma estação de enchimento de carretas que irão distribuir o produto. Trata-se da primeira unidade de fabricação de GNL do Brasil, com previsão de abastecer distribuidoras, indústrias e postos de gás natural veicular em regiões de São Paulo, Paraná, Goiás e Distrito Federal. O financiamento do BNDES para a unidade é de R$ 24,7 milhões, equivalentes a 33% do investimento total.
Em Recife, a White Martins Gases Industrias do Nordeste S/A (Gine) constrói uma unidade de separação do ar, com capacidade diária para produção de 2.300 metros cúbicos de oxigênio. O produto será fornecido à Siderúrgica Açonorte, do Grupo Gerdau. O financiamento do BNDES para o projeto é de R$ 1,45 milhão, 17% dos investimentos totais que serão realizados pela empresa.