29 de maio de 2008
BNDES aprova financiamento de R$ 369 milhões para projeto de cogeração de energia
A diretoria aprovou crédito no valor de R$ 369 milhões para a Cosan S/A Bioenergia implantar três unidades de cogeração de energia elétrica, a partir do bagaço de cana-de-açúcar, com capacidade instalada de 200 MW. O BNDES financiará cerca de 85% do investimento total que criará 430 empregos durante as obras.
As novas unidades serão anexas às usinas de cana-de-açúcar Costa Pinto, Rafard e Bonfim, respectivamente, todas no estado de São Paulo e de propriedade do grupo Cosan. Os projetos incluem construção de linhas de transmissão e terão custo total de R$ 428,5 milhões.
Parte significativa da energia a ser gerada, 455,5 mil MWh por safra, já foi vendida nos leilões de energia nova realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com início de suprimento a partir de 2009. O restante será destinado ao consumo próprio das usinas. O prazo para a conclusão dos três projetos é de 24 meses.
Os empreendimentos apoiados pelo BNDES trarão ganho de eficiência às usinas, com o melhor aproveitamento energético do bagaço da cana para a geração de vapor e energia. Além disso, aumentarão a oferta de eletricidade proveniente de fonte renovável, portanto, passível de geração de créditos de carbono. O grupo terá contrato de 15 anos com as distribuidoras para a comercialização da energia elétrica produzida.
Os principais investimentos referem-se à instalação de caldeiras de alta eficiência, transformação de turbinas, substituição de turbos-geradores e em aquisição de equipamentos para redução do consumo de vapor de escape.A exportação de energia requer, ainda, investimentos para implantação de uma subestação, além de linha de transmissão com extensão de cerca de dois quilômetros.
Costa Pinto - A Usina Costa Pinto, em Piracicaba receberá financiamento do BNDES no valor de R$ 134,4 milhões, 76,2% do investimento total de R$ 180,3 milhões. Com a implantação da unidade de cogeração, a usina terá potência instalada de 75 MW. Com isso, será possível gerar 230 mil MWh por safra, dos quais 50 mil MWh para consumo próprio e 180 mil MWh destinados à venda. Atualmente, a usina possui potência instalada de 9,2 MW, sendo toda energia gerada utilizada para consumo próprio.
Rafard - Para a Termelétrica Rafard, em Rafard, o BNDES aprovou financiamento de R$ 87,9 milhões, 82,1% do custo total. O projeto permitirá potência instalada de 50 MW (atualmente é de 10,2 MW), com geração de até 160 MWh por safra, dos quais 35 mil MWh serão destinados ao consumo próprio e 129 mil MWh para comercialização.
Bonfim - A Usina, em Guariba, terá potência instalada de 75 MW. O BNDES financiará 90% (R$ 143,7 milhões) dos investimentos totais. A termelétrica poderá gerar 250 mil MWh por safra, dos quais 60 mil MWh para consumo próprio e 190 mil MWh destinados à venda.
A Cosan S/A Bioenergia, subsidiária integral da Cosan, foi criada com o propósito específico de explorar a comercialização de energia elétrica excedente, gerada a partir do bagaço de cana, produzido nas usinas do grupo. A empresa participou do primeiro leilão de energia nova, realizado em dezembro de 2005, celebrando contratos de comercialização de energia no ambiente regulado, com início de suprimento em maio de 2009.