| 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Ativo total | 202.652 | 277.294 | 386.633 | 549.020 | 624.827 |
| Carteira de crédito e repasses [1] | 164.527 | 215.989 | 283.671 | 361.575 | 425.518 |
| Participações Societárias [2] | 18.983 | 25.293 | 34.012 | 107.476 | 99.601 |
| Carteira de debêntures [1] | 6.068 | 7.733 | 12.176 | 17.839 | 18.127 |
| Outros títulos e valores mobiliários | 7.685 | 15.164 | 42.035 | 32.183 | 55.812 |
| Outros ativos | 5.299 | 13.115 | 14.739 | 29.947 | 25.769 |
| Passivo total | 202.652 | 277.294 | 386.633 | 549.020 | 624.827 |
| FAT/PIS-Pasep | 133.849 | 146.088 | 152.540 | 163.091 | 177.947 |
| Tesouro Nacional | 13.896 | 43.207 | 144.213 | 253.058 | 310.774 |
| Outras fontes governamentais [3] | 8.356 | 22.381 | 18.541 | 19.857 | 21.896 |
| Operações compromissadas | - | 8.447 | 13.741 | - | 7.808 |
| Emissão de debêntures | 2.026 | 2.302 | 3.599 | 6.277 | 6.277 |
| Captações no exterior | 12.084 | 17.486 | 16.463 | 19.778 | 22.449 |
| Outras obrigações | 7.518 | 12.116 | 9.908 | 21.060 | 16.664 |
| Patrimônio líquido | 24.923 | 25.267 | 27.628 | 65.899 | 61.012 |
| Demonstração do Resultado | |||||
| Lucro líquido | 7.314 | 5.313 | 6.735 | 9.913 | 9.048 |
| Resultado de operações financeiras | 4.782 | 3.867 | 5.821 | 7.039 | 6.488 |
| Resultado com provisão para risco de crédito | 1.383 | 445 | (6) | 2.852 | 717 |
| Resultado de participações societárias | 6.104 | 6.024 | 3.990 | 6.159 | 6.962 |
| Despesas tributárias | (3.159) | (2.425) | (2.784) | (4.879) | (3.549) |
| Outras receitas/(despesas) | (1.796) | (2.598) | (286) | (1.258) | (1.570) |
| Índices de Desempenho - Anualizado (em %) | |||||
| Retorno sobre patrimônio líquido [4] | 33,2% | 21,2% | 25,5% | 31,0% | 23,1% |
| Retorno sobre ativos | 3,7% | 2,2% | 2,0% | 2,2% | 1,6% |
| Índice de Inadimplência [5] | 0,11% | 0,15% | 0,20% | 0,15% | 0,14% |
| Índice de Cobertura [6] | 23,3 | 13,9 | 8,1 | 7,7 | 6,2 |
| Índice de Basileia | 26,7% | 17,7% | 17,6% | 18,6% | 20,6% |
1. Líquida de provisão para risco de crédito.
2. Inclui investimentos em socidades não coligadas, coligadas e outros investimentos.
3. Inclui recursos do FGTS, FI-FGTS, FMM (Fundo de Marinha Mercante), FND (Fundo Nacional de Desenvolvimento) e outros fundos financeiros de desenvolvimento.
4. Exclui ajuste a valor de mercado dos investimentos em não coligadas.
5. Créditos inadimplentes há mais de 30 dias / carteira de crédito e repasses total.
6. Provisão para risco de crédito / créditos inadimplentes há mais de 30 dias.
O lucro líquido do BNDES somou R$ 9 bilhões em 2011 e correspondeu a uma rentabilidade de 23,1% sobre o patrimônio líquido.
Comparativamente ao lucro líquido de 2010, houve uma redução de R$ 865 milhões (8,7%). Contudo, é importante salientar que o lucro líquido de 2010 foi positivamente impactado por recuperações de crédito no valor de R$ 2,3 bilhões, que contribuíram para que a reversão da provisão de crédito daquele ano superasse em R$ 2,1 bilhões o valor da reversão de 2011.
Composto notadamente pelos resultados da carteira de operações de crédito e repasses interfinanceiros e das carteiras de títulos públicos e debêntures, deduzidos dos custos do funding do BNDES.
O resultado de operações financeiras, incluído o resultado com provisão para risco de crédito, atingiu R$ 7,2 bilhões em 2011, uma queda de R$ 2,7 bilhões (27,2%) diante do resultado de 2010, explicada principalmente pelo efeito positivo de R$ 2,3 bilhões das recuperações de crédito em 2010.
Ademais, o reconhecimento de receita extraordinária em 2010 no valor de R$ 522 milhões, decorrente de prêmio recebido pela BNDESPAR em operação específica para postergação de prazo para conversão mandatória de debêntures, também contribuiu para o resultado de operações financeiras de 2010, não tendo havido situação similar em 2011.
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Composto basicamente pelo resultado da carteira de participações acionárias e dos derivativos embutidos em operações de debêntures (conversão/permuta) oriundos, em sua maioria, da BNDESPAR.
O resultado de participações societárias do BNDES atingiu R$ 7 bilhões em 2011, alta de R$ 803 milhões (13%) em relação a 2010, em decorrência dos crescimentos de R$ 1,8 bilhão (80,9%) da receita com dividendos e juros sobre capital próprio e de R$ 774 milhões (176,3%) do resultado de equivalência patrimonial. A despeito desses movimentos, o resultado com alienações de investimentos, importante componente do resultado de participações societárias, apresentou redução de R$ 1,5 bilhão (46,5%), como reflexo da instabilidade dos mercados de capitais mundiais em 2011, em especial no segundo semestre.
Na receita com dividendos e juros sobre capital próprio em 2011, destacaram-se os retornos proporcionados por Petrobras, Vale e Valepar, que juntas contribuíram com R$ 3,3 bilhões, equivalentes a 78,3% da receita total. O resultado de equivalência patrimonial de R$ 1,2 bilhão em 2011 contempla os ganhos de R$ 761 milhões com a Companhia Brasiliana de Energia e de R$ 311 milhões com a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel).
A variação do resultado com derivativos entre 2011 e 2010 reflete o comportamento do valor justo dos ativos-base, que, por serem referenciados em ações, acompanharam a instabilidade dos mercados de capitais em 2011. O resultado com derivativos passou a ser registrado pelo BNDES em 2010 em virtude das alterações introduzidas pelo CPC 38, já permitidas pelo Banco Central do Brasil (Bacen).
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As operações de investimento e desinvestimento do BNDES permitem o giro da carteira de participações societárias. O bom desempenho das operações reflete a qualidade da carteira do BNDES.
As despesas tributárias do BNDES em 2011 totalizaram R$ 3,5 bilhões, valor 37,5% inferior ao registrado em 2010, de R$ 4,9 bilhões. O valor destinado ao pagamento de tributos em 2011 compreende, em quase sua totalidade, tributos federais como PIS/Cofins, Imposto de Renda, Contribuição Social.