BNDES assina com a Quanta contrato de R$ 7 milhões para complexo cinematográfico
O BNDES e a Quanta Centro de Produções Cinematográficas de São Paulo assinaram nesta terça-feira, dia 24, em um dos quatro estúdios que estão sendo finalizados no complexo cinematográfico de Vila Leopoldina, em São Paulo, o primeiro contrato firmado no âmbito do Programa de Apoio à Cadeia Produtiva do Audiovisual – PROCULT, no valor de R$ 7 milhões.
O evento contou com a participação do secretário do setor de audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna; do presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel; além de Leopoldo Nunes e Mário Diamante, também da Ancine. Todos elogiaram a empresária Edna Fuji, gerente geral da Quanta, por sua determinação em desenvolver e viabilizar o setor de audiovisual.
O assessor da presidência para assuntos de Cultura e representante do BNDES, Sérgio Sá Leitão, historiou para um auditório repleto de convidados da área de cinema e da cena cultural paulistana como foi desenvolvido o PROCULT, a partir de experiências de financiamento à produção de livros. “Isso nos deu massa crítica para entender que setores como o cinema e o do audiovisual de modo geral possuem características próprias, merecendo, portanto, uma linha que levasse em conta particularidades como as dificuldades das empresas em oferecer garantias tangíveis”.
Leitão lembrou que o PROCULT, desenvolvido em junho e aprovado em julho de 2006, se tornou operativo em janeiro deste ano e, já em fevereiro, fechava uma operação com a Quanta. Ele destacou o empenho do presidente do Banco, Demian Fiocca, em destacar um grupo que se devotasse integralmente para o estudo da Economia da Cultura, a fim de que fosse criado um departamento voltado para essa atividade. “Procuramos compilar dados que nos permitissem desenvolver um projeto concreto. Outro grande desafio foi incentivar empresas do setor a procurar o Banco, pois a grande maioria não tinha experiência de contar com os recursos do BNDES para a expansão dos seus negócios.”
Hoje, disse, o programa já conta com três operações em vias de serem aprovadas e 20 operações em carteira, “o que, para os padrões do Banco, é um número bastante significativo”, ressaltou. Um dos números compilados pelo Departamento de Economia da Cultura dá conta de que o setor propicia 5% do total de empregos com carteira assinada no país e já é responsável por 4% do PIB.
Em seguida, a chefe do Departamento de Economia da Cultura do BNDES, Luciane Gorgulho, expôs a linha de financiamento e todo o trabalho do Banco, tanto na recuperação do patrimônio histórico, quanto na recuperação de acervos e no apoio ao cinema. Também o gerente do departamento, Luis André Sá D’Oliveira discorreu sobre como se dão os financiamentos no âmbito do PROCULT.
O programa tem prazo de vigência até 31 de dezembro de 2008 e abrange os segmentos de produção, distribuição e comercialização, exibição e serviços de infra-estrutura. O PROCULT dispõe de R$ 175 milhões para investir no setor, podendo se expandir de acordo com a demanda.
Os recursos destinados pelo BNDES à Quanta representam 43% do total do projeto, que é de R$ 16,2 milhões e serão destinados à construção do mais moderno complexo de serviços na área de audiovisual, altamente deficitária no país. O complexo será um dos poucos no país capaz de atender em um só espaço à maioria das etapas de produção do audiovisual, reduzindo os custos.
O apoio do BNDES fortalecerá uma empresa nacional de segmento considerado prioritário pelo Banco, contribuindo para o processo de consolidação do setor e para o aprimoramento técnico das produções audiovisuais no Brasil.
Os serviços agregados darão aos clientes dos estúdios maior facilidade no processo de produção, tornando-o mais rápido, dinâmico e de menor custo. Além da redução de tempo para a conclusão das filmagens, será possível diminuir significativamente o tempo gasto em locomoção e frete da equipe e dos equipamentos utilizados nas filmagens. Tais ganhos serão um grande diferencial em relação aos estúdios concorrentes.